04/10/2017 - 18:56 - Atualizado em 06/10/2017 - 15:52

​Como anda sua autoestima?

Aprenda a ter uma opinião saudável e equilibrada de si mesmo, valorizando suas qualidades e habilidades, mas reconhecendo também suas limitações, sem culpa nem sentimento de inferioridade

Ter uma opinião saudável e equilibrada de si mesmo
contribui para a saúde e o bem-estar

A natureza humana é complexa e, por isso mesmo, os indivíduos desenvolvem comportamentos, sentimentos e valores que podem ir de um extremo a outro (do egoísmo, egocentrismo ou sentimento de superioridade à completa desvalorização de si mesmo, por exemplo).

“Eu me contradigo? Pois bem, eu me contradigo; eu contenho multidões”. A frase, do poeta norte-americano Walt Whitman, define muito bem essa complexidade. Se por um lado o egoísmo é considerado uma das chagas da humanidade, por outro a baixa autoestima está em alta e é responsável por vários desequilíbrios que afetam a saúde física e psíquica.

Em uma sociedade em que a competitividade está cada vez mais acirrada e os acontecimentos do mundo real perdem espaço para a realidade virtual — na qual propaga-se a falsa ideia de felicidade instantânea — aprender a atribuir valor a si mesmo tornou-se um grande desafio.

Isso porque ter uma opinião saudável e equilibrada de nós mesmos, valorizando nossas qualidades e habilidades, mas também reconhecendo nossas próprias falhas, contribui para a saúde e o bem-estar.

Primeira infância — A autoestima começa a se formar na primeira infância. Fatores que podem influenciar a autoestima incluem nossos próprios pensamentos e percepções; como as outras pessoas nos enxergam; experiências positivas ou negativas dentro e fora do lar; limitações por doença, deficiência ou lesão; crenças negativas ou positivas e qualidade nos relacionamentos com pessoas que consideramos importantes, como familiares, amigos, colegas, professores e outras.

Se nossos relacionamentos são positivos, é provável que desenvolvamos uma autoestima saudável. Se, ao contrário, somos frequentemente desvalorizados, criticados, maltratados ou tratados com indiferença, é provável que venhamos a desenvolver uma autoestima pobre.

Pensar positivamente — Os pensamentos estão entre os fatores que mais impactam na autoestima. Se tendemos a nos concentrar mais em nossas fraquezas ou falhas, iremos desenvolver um sentimento de perfeccionismo, que resulta em uma constante insatisfação conosco mesmos, levando à ansiedade, à tristeza e até mesmo à depressão. Nutrir pensamentos positivos acerca de nós mesmos e das situações, sem perder o senso da realidade, é fundamental para que nossos sentimentos e nossas ações sejam equilibrados.

Baixa autoestima — Quando temos baixa autoestima, não valorizamos nossas próprias opiniões e ideias e podemos ter dificuldades em aceitar até mesmo um feedback positivo, achando sempre que poderíamos ter feito melhor. A insegurança toma conta do ser, levando-o a duvidar de que mereça ou possa alcançar o sucesso em qualquer área da vida.

Por sua vez, uma autoestima equilibrada diferencia-se do sentimento de superioridade com relação ao outro. Sentir-se superior, pelo contrário, é sinal de insegurança e baixa autoestima.



O autocohecimento nos ensina a ouvir e a respeitar
os anseios de nossa natureza mais íntima


Busque o autoconhecimento Um dos pré-requisitos para desenvolver uma autoestima saudável é o autoconhecimento. Quando estamos desconectados de mesmos, com o nosso self (“eu superior”), não ouvimos os anseios de nossa alma e tomamos atitudes equivocadas.

Poe isso, ouça sempre a voz do seu íntimo e pergunte se o que você vai fazer lhe traz realmente felicidade e bem-estar. Mas lembre-se: às vezes é preciso sair da zona do conforto e enfrentar "maremotos" para atingir a tranquilidade almejada. Descobrir os anseios do seu eu superior fará você reconhecer as ambições e as armadilhas do ego, colocando-o em seu devido lugar.

Características da pessoa com autoestima positiva:

- Capacidade de demonstrar suas necessidades e de emitir opiniões;

- Autoconfiança para tomar decisões;

- Capacidade de estabelecer relações de segurança;

- Não aceita relações tóxicas que a desconecte de sua verdadeira essência;

- Autoaceitação, sem propensão a autocríticas descabidas;

- Mais resistência aos contratempos e às situações de estresse;

- Menos propenso a experimentar sentimentos como inutilidade, culpa e vergonha


Por: Comunicação/Postal Saúde
Foto: Banco de imagens Stock Photos
Fontes: Site IS – Bem-estar, saúde e vida
Inpa - Instituto de Psicologia aplicada (http://www.inpaonline.com.br/auto-estima/)