27/06/2014 - 18:28 - Atualizado em 25/10/2018 - 17:15

Postal Saúde cumpre determinação da ANS e pacientes começam a receber prótese para incontinência urinária

A Agência Nacional de Saúde (ANS) incluiu no rol de procedimentos obrigatórios para as operadoras de planos de saúde o implante do esfíncter urinário artificial. Hoje especialistas estimam que cerca de 15% da população mundial, acima de 40 anos, sofre com desconfortos causados por problemas de micção.

Essa prótese, considerada como padrão ouro da medicina, é utilizada em homens com incontinência urinária severa, ou seja, com perdas urinárias contínuas e ou em grande volume. Antes da determinação, para ter direito ao implante, o paciente precisava recorrer à justiça.

Entre 5 a 10% dos pacientes que retiraram a próstata após câncer sofrem com o problema, e muitos precisavam usar fraldas.

De acordo com o urologista e responsável pelo Ambulatório de Disfunções Miccionais do Hospital AC Camargo Câncer Center, em São Paulo, Carlos Sacomani, a taxa de eficácia do esfíncter urinário é de 80 a 90%. A cirurgia para colocação da prótese dura cerca de 1 hora e o paciente recebe alta no dia seguinte. Sem o tratamento acessível, o paciente pode ter que utilizar fraldar pelo resto da vida.

Conforme explicou a Gerência de Regulação da Postal Saúde, o procedimento já está disponível para os Beneficiários do Plano de Saúde, sendo que até o momento, poucas cirurgias foram realizadas. Um caso específico ocorreu no Hospital Central do estado de Rondônia.

Cirurgia_ Na cirurgia de neuromodulação sacral, um eletrodo semelhante a um marca-passo convencional é implantado na medula. De lá, o aparelho, que tem bateria para garantir uma autonomia entre cinco e dez anos, passa a emitir pulsos elétricos para estimular o nervo que controla a bexiga e inibe as contrações.

Contraindicação_ A contraindicação é para pacientes que usam próteses metálicas, marca-passo para o coração ou que necessitam passar por exames de ressonância magnética com relativa frequência. A recomendação visa evitar possíveis interações entre os aparelhos. "Nesses casos, podemos administrar o tratamento por meio de remédios de via oral e terapia comportamental, entre outros", analisa. Hoje especialistas estimam que cerca de 15% da população mundial, acima de 40 anos, sofre com desconfortos causados por problemas de micção.

Além do esfíncter urinário artificial, outros 87 procedimentos, incluindo 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias também foram incluídos na determinação da ANS.