09/10/2019 - 19:00 - Atualizado em 10/10/2019 - 09:42

Dia Mundial da Saúde Mental| Depressão não é fraqueza!

No dia Mundial da Saúde Mental, 10 de outubro, um alerta aos sinais da depressão, uma das doenças mais incapacitantes da atualidade


O Dia Mundial de Saúde Mental, 10 de outubro, foi instituído em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental. Os problemas relacionados a saúde mental são considerados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma prioridade devido ao grande número de dias de incapacidade que o transtorno mental pode causar. Nesse cenário, uma das frentes mais importantes a ser considerada é a profissional.

Segundo boletim informativo da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), a depressão é uma das principais causa de incapacidade em todo o mundo, gerando, ao lado da ansiedade, cerca de US$ 1 bilhão em perda de produtividade por ano à economia global. Entre os fatores que podem incentivar o desenvolvimento de problemas mentais no trabalho estão assédio (moral, laboral e sexual), estresse, instabilidade econômica e sedentarismo.

Em todo o mundo, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com esse transtorno. Ainda segundo a OPAS, embora existam tratamentos eficazes conhecidos para depressão, menos da metade das pessoas afetadas no mundo (em muitos países, menos de 10%) recebe tais tratamentos. Em sua forma mais grave, a doença pode levar ao suicídio.

Estigma relacionado à doença

Os obstáculos ao tratamento eficaz incluem a falta de recursos, a falta de profissionais treinados e o estigma social associado aos transtornos mentais. Outra barreira ao atendimento é a avaliação imprecisa. Em países de todos os níveis de renda, pessoas com depressão frequentemente não são diagnosticadas corretamente e outras que não têm o transtorno são muitas vezes diagnosticadas de forma inadequada, com intervenções desnecessárias.

Graus

Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves. Além disso, ela também pode atingir crianças e adolescentes.

Sintomas

Além do estado deprimido (sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias) e da anedonia (interesse e prazer diminuídos para realizar a maioria das atividades) são sintomas da depressão:

  • Alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional);
  • Distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva praticamente diárias);
  • Problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias);
  • Fadiga ou perda de energia constante;
  • Culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade);
  • Dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se);
  • Ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte);
  • Baixa autoestima,
  • Alteração da libido.

Muitas vezes, no início, os sinais da enfermidade podem não ser reconhecidos. No entanto, nunca devem ser desconsideradas possíveis referências a ideias suicidas ou de autodestruição.

Há cura para depressão?

O tratamento da depressão deve considerar os fatores fisiológicos, psicológicos e comportamentais que levaram ao quadro depressivo. Nesses casos, associa-se a tomada de medicamentos (receitados por psiquiatra) à psicoterapia (sessões com psicólogos) e a atividades que estimulem o equilíbrio das emoções (meditação, yoga, etc). Em geral, é necessário permanecer com manutenção do tratamento em longo prazo.

Quanto tempo dura um tratamento contra a doença?

Geralmente, quando se trata de um primeiro episódio depressivo, entre um e dois anos de tratamento, mas pode ser necessário reiniciar em caso de recaída. Também existem pessoas que necessitam de tratamento por toda a vida.

Atenção! Depressão não é sinal de fraqueza e deve ser tratada com seriedade, como qualquer outra doença!


Por: Comunicação/Postal Saúde
Foto: Free Imagens Pixbay
Fontes:

IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar)
OPAS
Drauzio Varella
Saúde Abril