17/11/2017 - 11:20 - Atualizado em 17/11/2017 - 18:30

Série Eu, minha trajetória profissional e meu plano de saúde — Luiz Gonzaga Pereira Batista

"O plano de saúde dos Correios faz parte de minha história”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Aposentados dos Correios, Luiz Gonzaga Pereira Batista ​

Com o objetivo de valorizar a experiência de vida dos beneficiários da Postal Saúde, titulares do plano de assistência médico-odontológica oferecida pelos Correios, a Postal Saúde inicia, neste mês de novembro, uma série de matérias intitulada “Eu, minha trajetória profissional e meu plano de saúde”.

Os textos comporão um arquivo vivo de histórias, lembranças e fatos cujos protagonistas são aqueles que fazem dos Correios uma das empresas mais respeitadas no Brasil e no mundo — e da Postal Saúde um plano de assistência médico - odontológica que se firma cada vez mais no mercado de autogestão em saúde.

Nesta primeira série, trazemos a história do aposentado Luiz Gonzaga Pereira Batista. Presidente da Associação Nacional dos Aposentados dos Correios e “amante confesso” da empresa que o acolheu aos 16 anos de idade, ele afirma que a Postal Saúde representa segurança e tranquilidade.


Uma das atividades de seu Luiz Gonzaga na Associação é ler as centenas de
correspondências que chegam de todas as partes do país,
a maioria com demandas dos aposentados


Aos 82 anos, 39 dos quais dedicados aos Correios, o aposentado Luiz Gonzaga esbanja vitalidade. Beneficiário do CorreiosSaúde, ele é exemplo de que manter a mente ocupada é essencial para garantir a lucidez e conquistar a tão sonhada longevidade. Essa disposição sempre fez parte de sua vida. Uma vida que se confunde com o amor que até hoje sente pelos Correios, e que marcou sua trajetória na empresa.

Nessa simbiose, é difícil saber onde começa e onde termina sua vida pessoal e profissional desde sua admissão na empresa, aos 16 anos, até os dias de hoje. Foi ele quem fundou, em 1991, a Associação Nacional dos Aposentados dos Correios (AAC).

Presidente da entidade desde então, — com interrupção de apenas dois anos — seu Luiz Gonzaga tem uma rotina como qualquer trabalhador comum, com duas únicas exceções: não é remunerado e permite-se não trabalhar às sextas-feiras.

Formado em Direito, ele chegou a exercer a profissão fora dos Correios. O diploma permite que alguns colegas da Associação o chamem carinhosamente de “doutor Luiz Gonzaga”.

Em entrevista exclusiva à Postal Saúde, na sede da Associação, em Brasília, ele relembra com amor e saudades do “inesquecível” ano de 1952, quando foi admitido no então Departamento de Correios e Telégrafos (DCT) como “tarefeiro”, lotado no Setor de Comunicações, em Juiz de Fora (MG).

“Depois disso exerci várias outras atividades no Rio de Janeiro e em Brasília. Fui assistente de chefe de departamento e chefe de seção. Sempre trabalhei lidando com pessoas”, pontua.

Carisma — Durante o período da ativa, o mineiro de Juiz de Fora que adotou os Correios como sua família e preferiu não casar, nem ter filhos, construiu laços afetivos e duradouros que vão além daqueles estabelecidos pela consanguinidade.

Como chefe de seção, seu Luiz Gonzaga conseguiu, com seu carisma, conquistar o amor e a amizade dos colegas e subordinados. Uma das lembranças marcantes dessa época é ilustrada por uma televisão a pilha que ganhou dos colegas do departamento. É uma das relíquias que conserva até hoje.

Cena pitoresca — Outra relíquia são as fotografias. Algumas decoram as paredes da Associação que preside. Uma delas, curiosamente, é a de um gavião em voo rasante sendo alimentado por um cozinheiro (ou seria garçom?) no vagão de um trem em movimento.

O responsável pela cena pitoresca era um dos “condutores de malas” do antigo Departamento de Correios e Telégrafos. E o vagão escolhido pela ave era reservado aos Correios, para transporte de cartas.

“Quando o trem passava, o gavião se aproximava e o condutor de malas oferecia o alimento. A ave fisgava a carne diretamente da mão dele”, conta, reportando-se à década de 1950.

A cena se repetiu durante muitos anos e chegou a virar folclore entre os empregados dos Correios. Desconfiava-se que o hábito inusitado das aves de rapina tenha passado de uma geração para outra.

União Postal Universal Relembrar os velhos tempos funciona como uma terapia. Os olhos de seu Luiz Gonzaga brilham e as recordações inundam a mente e o coração do aposentado, que sempre nutriu o gosto pela cultura. Aprender francês foi uma de suas conquistas.

“O interesse pelo francês surgiu porque em uma determinada época os Correios eram filiados à União Postal Universal, com sede na Suíça e que agregava os correios do mundo inteiro. Então às vezes a gente precisava conhecer alguns termos da língua francesa. Mas também estudei Cultura inglesa e alemã”, orgulha-se.

Solidariedade — Em sua vida laboral, Luiz Gonzaga acabou desenvolvendo uma característica que lhe acompanha até hoje: o altruísmo, a capacidade de ajudar o próximo sem exigir nada em troca. Mas ele mesmo não se apropria dessa virtude.

A rotina do aposentado, no entanto, confirma a natureza solidária de sua personalidade. Ele chega na Associação — que sempre funcionou no subsolo do edifício-sede dos Correios, em Brasília/DF — por volta das 8h30 da manhã e trabalha até o meio dia. Retorna às 14h e finaliza o expediente às 16h.

Atividades — Uma das atividades de seu Luiz Gonzaga é ler as centenas de correspondências que chegam de todas as partes do país. A maioria delas traz demandas dos aposentados.

Sentado à cabeceira da mesa de reuniões, ele confere o assunto das correspondências e as distribui entre as cinco diretorias. Enquanto isso, pode atender a telefonemas, receber aposentados que se dirigem à sede da entidade, escrever cartas para os associados e realizar outras tarefas.

São muitas as atividades. Na sexta-feira, descansa e dedica o tempo livre às questões pessoais. Mora sozinho e costuma visitar os familiares em Minas Gerais.

Benefícios — “No início, nos reuníamos aqui nessa sala, sem grandes pretensões, apenas para evitar a dispersão dos colegas. Depois, criamos a Associação e hoje temos um leque de benefícios oferecidos, além de convênios e parcerias que facilitam a vida dos aposentados e seus dependentes”, conta Luiz Gonzaga.

Com representações estaduais, a AAC conta com 10 mil associados e integra a Federação dos Aposentados, Aposentáveis e Pensionistas dos Correios e Telégrafos (Faaco), com sede em Salvador.

Celebração à vida — Mas além da resolução de problemas, há, nessa rotina, um lado prazenteiro, de gratidão à vida; de celebração, mesmo. Os aposentados participam de viagens em grupos e de uma série de atividades sociais e artísticas, realizadas por meio de convênios.

Já virou tradição o café da tarde dos aposentados dos Correios na sede da entidade. A confraternização acontece sempre na última terça-feira do mês, em comemoração aos aniversariantes do período. É um momento agradável e de descontração, onde cada um pode compartilhar vivências, discutir assuntos de interesse da classe, viver sonhos e recarregar as energias.

Postal Saúde Entre uma história e outra, seu Luiz Gonzaga pede desculpas por deixar escapar algum detalhe que a memória lhe rouba. Apesar de gozar de boa saúde, em dezembro do ano passado foi surpreendido com um incômodo no olho esquerdo. Procurou o médico. Atendido pela Rede Credenciada da Postal Saúde, foi submetido a uma pequena cirurgia a lazer nos dois olhos.

“Ter um plano de saúde traz mais segurança e tranquilidade para a gente, principalmente na aposentadoria, que é quando mais precisamos”, ressalta.

Além disso, ele diz que se sente muito bem representado na Unidade de Representação Regional da Postal Saúde no Distrito Federal (URR-DF). “Temos uma defensora dos aposentados na Postal Saúde, que é a Madalena, além de outros empregados, como por exemplo a Adriana Helena, que há tempos tem colaborado com os aposentados dos Correios”, diz, referindo-se à supervisora da Postal Saúde, Maria Madalena de Araújo (empregada dos Correios desde 1982) e à analista Adriana Helena Rodrigues.

Fazer o bem — Sobre o segredo da fórmula para manter-se ativo aos 82 anos de idade, ele é enfático: “Ocupar a mente e fazer o bem. Acho que quando fazemos o bem ao outro, esse bem sempre retorna para a gente”, ensina. “Além disso, sempre gostei de ler. A leitura também ajuda muito”.

Declaração de amor — Depois de algumas horas de entrevista, na sede da Associação, Luiz Gonzaga encerra o bate-papo com uma declaração de amor. “Os Correios são minha vida. Toda a experiência que acumulei, os conhecimentos que adquiri, o aprendizado de vida e a minha existência se devem aos Correios, e o plano de saúde faz parte dessa história”, conclui.


Por: Postal Saúde
Fotos: Banco de imagens Postal Saúde