19/12/2019 - 13:14 - Atualizado em 19/12/2019 - 19:12

Alimentação não saudável e falta de atividade física são os principais riscos globais para a saúde, afirma a OPAS

Segundo a Organização Pan-americana de Saúde, uma nutrição balanceada deve começar nos primeiros dias de vida, com a amamentação




Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados em 2018, revelam que um em cada oito adultos em todo o planeta é obeso. A projeção é de que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de indivíduos estejam com excesso de peso, sendo mais de 700 milhões com obesidade. Já o número de crianças com sobrepeso e obesidade pode chegar a 75 milhões caso nada seja feito – incluindo 427 mil crianças com pré-diabetes, 1 milhão com hipertensão arterial e 1,4 milhão com aumento do acúmulo de gordura no fígado.

Já no Brasil, Dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontam que mais de 50% da população brasileira tem excesso de peso. A alimentação não saudável está entre as principais causas da obesidade e de muitos outros problemas de saúde, como a hipertensão. As gorduras saturadas, o açúcar, o sal e os produtos industrializados estão entre os vilões da saúde.

A Organização Pan-Americana de Saúde alerta para o fato de que a adoção de práticas alimentares saudáveis deve começar na amamentação. Antes mesmo, durante a gravidez, a gestante é orientada a escolher bem os alimentos, cujos nutrientes serão transferidos para o bebê, por meio do cordão umbilical.

Confira as informações da OPAS sobre a importância de uma nutrição equilibrada:

1. Amamentar o bebê, sempre que possível, fortalece a saúde do recém-nascido. O leite materno promove crescimento e melhora desenvolvimento cognitivo da criança. Além disso, pode ter benefícios a longo prazo para a saúde, reduzindo o risco de obesidade e de sobrepeso, bem como do desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).

2. Uma alimentação saudável ajuda a proteger contra a má nutrição em todas as suas formas, bem como contra as doenças crônicas não transmissíveis, entre elas diabetes, doenças cardiovasculares, AVC e câncer.

3. A ingestão calórica deve estar em equilíbrio com o gasto calórico. Para evitar um ganho de peso não saudável, as gorduras não devem exceder 30% da ingestão calórica total.



4. As gorduras saturadas devem representar menos de 10% da ingestão calórica total. O consumo de gorduras trans, por sua vez, deve ser inferior a 1% do consumo total. Para isso ser possível, o consumo de gorduras deve ser modificado para reduzir as gorduras saturadas e trans para gorduras insaturadas, com o objetivo de eliminar a gordura trans produzida industrialmente.

5. Limitar o consumo de açúcares livres para menos de 10% da ingestão calórica total faz parte de uma alimentação saudável. Uma redução adicional para menos de 5% é sugerida para benefícios adicionais à saúde.

6. Manter o consumo diário de sal abaixo de 5g (o equivalente a menos de 2g de sódio) ajuda a prevenir a hipertensão e reduz o risco de doença cardiovascular e AVC entre a população adulta.

7. Os Estados Membros da OMS concordaram em reduzir a ingestão de sal da população mundial em 30% até 2025. Também concordaram em deter o aumento do diabetes e da obesidade entre adultos e adolescentes, bem como o sobrepeso durante a infância até 2025.

8. A alimentação não saudável e a falta de atividade física são os principais riscos globais para a saúde.

Confira o Guia Alimentar para a população brasileira

Atividades físicas

A atividade física é uma das formas de retardar o desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). A OMS vem sensibilizando os diferentes países- membros quanto à necessidade emergencial de modificar o estilo de vida sedentário da população e incentivar a prática de atividade física regular, a fim proporcionar mais qualidade de vida.

O estudo realizado por pesquisadores do organismo internacional e publicado no The Lancet Global Health, em 2018, revela que mais de um quarto da população adulta mundial (1,4 bilhão) não praticou atividade física suficiente em 2016. Isso coloca essas pessoas em maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e alguns tipos de câncer.

Confira as Recomendações da OMS dos níveis de atividade física para todas as faixas etárias


Por: Comunicação/Postal Saúde
Fontes: OPAS e Agência Brasil
Fotos: 123 RF