18/05/2020 - 18:10 - Atualizado em 19/05/2020 - 15:50

​Notícias sobre a Covid-19: não caia em fake news

Operadora continua projeto para desmentir notícias falsas que têm se espalhado pela internet


Dando continuidade ao projeto de conscientização do público em relação às notícias sobre a pandemia, o Comitê Estratégico de Comunicação (COMEC) destacou mais uma série de notícias falsas que têm se espalhado nas redes sociais pelo Brasil.

O objetivo desta ação é fazer, com base em dados científicos e números oficiais, com que os cuidados continuem sendo tomados e não haja um relaxamento por parte da população, maior responsável pelas medidas de sucesso alcançadas até agora.


Foto: Aos Fatos

O comparativo entre casos de Covid-19 nos estados do Ceará e Minas Gerais é enganoso. A publicação que circulou pelas redes sociais na semana passada ignora a quantidade de testes realizados nos dois estados: no Ceará, o nível de testagem era de 51,5% por 100 mil habitantes, enquanto em Minas Gerais era de apenas 10,2% por 1o0 mil habitantes (no dia da publicação).

Assim, é claro, o local que realiza mais testes terá mais casos registrados de diagnósticos e mortes pela doença.

Para conferir os dados da investigação completa, acesse: Aos Fatos

Foto: Fernanda Garrafiel/G1

Também sobre o estado do Ceará, tem circulado uma peça que mente sobre a quantidade de mortes por doenças respiratórias no estado no comparativo entre 2019 e 2020.

A mensagem alega que houve 6.377 mortes entre março e maio de 2019, e 6.239, em 2020. Na verdade, foram 1.976 mortes por doenças respiratórias no estado nesse período em 2019, e 2.639 em 2020. O conteúdo mente ao considerar como “doenças respiratórias” outras causas, como septicemia, causas indeterminadas e “demais óbitos”, que podem ser homicídios e acidentes, por exemplo.

Para conferir a investigação completa, acesse: G1 – Fato ou Fake | Agência Lupa


Foto: G1

É falso que um hospital de campanha foi desmontado por falta de pacientes na Unicamp-SP, como diz um vídeo compartilhado em redes sociais. Na verdade, a instalação foi transferida para um local mais próximo ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas-SP.

Também é mentira que não houve demanda no local, que prestou pronto atendimento a 546 pessoas durante aproximadamente um mês. Encampado pela ONG EDS (Expedicionários da Saúde), o hospital provisório foi desmontado no dia 4 de maio e movido para o ginásio do centro de aprendizado Patrulheiros Campinas, onde começou a funcionar em 6 de maio.

A capacidade desse hospital de campanha é de 36 leitos de cuidados semi-intensivos, com possibilidade de expansão para até 108 leitos.

Para conferir a investigação completa, acesse: Aos Fatos | G1 – Fato ou Fake


Foto: Aos Fatos

É falso que o governador de Nova York declarou que o isolamento é ineficaz contra a Covid-19. A publicação realizada por sites como Senso Incomum descontextualizou uma fala de Andrew Cuomo para desqualificar a medida de segurança.

Cuomo informou que grande parte dos novos casos de infecção pelo novo coronavírus eram de pessoas que estavam em casa. No entanto, ao contrário do que a publicação desvirtuada alegou, o governador norte-americano estava incentivando a continuidade do isolamento e enfatizando que mesmo as pessoas que estão nos seus lares precisam tomar precauções.

Há uma semana, quando a agência Aos Fatos realizou a investigação, o conteúdo enganoso já havia sido compartilhado mais de 35 mil vezes apenas no Facebook.

Confira a investigação completa sobre o assunto, que engloba ainda outras versões desse conteúdo com dados distorcidos: Aos Fatos

Declaração oficial do governador de Nova York, Andrew Cuomo (em inglês).


Foto: G1

Um documentário norte-americano está ganhando espaço nas redes sociais, mas contém uma série de mentiras sobre as medidas a serem tomadas contra o novo coronavírus.

A produção, chamada “Plandemic”, é recheada de teorias da conspiração e afirma, entre outras coisas, que o uso de máscaras de proteção ativa o vírus já instalado no organismo humano, causando um tipo de autocontaminação.

O documentário é uma entrevista com a cientista Judy Mikovits e já foi banido de várias plataformas, como Facebook e YouTube, por disseminar conteúdos mentirosos. Entre eles, está também a afirmação de que a vacina para a gripe comum contém o coronavírus, além de alegações sem respaldo científico de que o isolamento social causa um comprometimento do sistema imunológico das pessoas.

Foto: G1

Outra peça de desinformação tem circulado também com informações similares. Um vídeo no qual um homem condena o uso de máscaras de proteção contém várias informações falsas.

Ele afirma que “se você usar máscara, vai respirar menos oxigênio e mais dióxido de carbono. Vai ter mais bactérias na sua boca, gengiva, atacar seus dentes, seu trato respiratório, seus pulmões. Tem menor oxigenação do seu corpo, a imunidade prejudicada, e você vai estar mais suscetível a pegar qualquer vírus, inclusive o coronavírus”.

Todas essas afirmações são mentiras, esclarece Mauro Schechter, professor titular de infectologia da UFRJ, e outros especialistas entrevistados pela agência de checagem do G1. “No máximo, caso tenham sido mal colocadas e/ou utilizadas por longos períodos, as máscaras podem causar feridas superficiais”, disse à CBN.

Para mais informações sobre o uso das máscaras de proteção, acesse: G1 – Fato ou Fake. Para conferir a investigação que desmente o documentário Plandemic, acesse: G1 – Fato ou Fake.


É mentira que chá de boldo elimina sintomas da Covid-19 em até três horas, como afirmam publicações em diferentes mídias e plataformas na internet.

O próprio Ministério da Saúde informa que nenhum alimento tem eficácia comprovada no tratamento contra o novo coronavírus. O chá de boldo é usado para tratar problemas gastrointestinais, combatendo dores no estômago, no fígado e sintomas como diarreia. Ele ajuda o trabalho a vesícula biliar, estimulando a secreção da bílis e a digestão de gorduras.

No entanto, se consumido em excesso, o boldo pode causar intoxicação, além de ser contraindicado para mulheres durante a gestação.

Como mencionado, nenhum alimento tem eficácia comprovada na cura da Covid-19, portanto, não devem substituir os cuidados primários, como manter o isolamento social sempre que possível, lavar bem as mãos, usar máscaras de proteção ao sair de casa, manter uma distância segura de outras pessoas etc.

Para mais informações da investigação, acesse: Agência Lupa | G1 – Fato ou Fake | Boatos.org. Checagens semelhantes foram realizadas com outros alimentos que supostamente eliminariam os sintomas da doença: Agência Lupa | Agência Lupa | Agência Lupa | G1 – Fato ou Fake


O conteúdo que o Comitê Estratégico de Comunicação (COMEC) passou a publicar periodicamente é baseado em estudos de instituições de ensino reconhecidas internacionalmente, agências checagem de fatos (registradas pelo International Fact-Checking Network) e veículos tradicionais de imprensa que apresentem as fontes das informações transmitidas.

Além dos valores da Postal Saúde (qualidade de serviços; compromisso e respeito com os Beneficiários; ética e transparência nos negócios e responsabilidade pelos resultados), também existem os princípios jornalísticos e o compromisso com a verdade, valorizando as fontes oficiais e orientando a população da melhor forma para o exercício da sua cidadania.