08/12/2017 - 16:40 - Atualizado em 13/09/2018 - 11:15

Série Eu, minha trajetória profissional e meu plano de saúde — Conheça a história da aposentada Izonita Martins de Oliveira Pinto

“Meu amor pela Postal Saúde é uma extensão do meu amor pelos Correios" , afirma Izonita Martins, vice-diretora administrativa da Associação Nacional dos Aposentados dos Correios (AAC), com sede em Brasília (DF)

Izonita adora o espírito natalino e, naturalmente, não poderia perder a oportunidade
de levar sua neta, Raika, para ver o Papai Noel (Foto: Arquivo pessoal)


Ela tem as memórias de infância docemente povoadas com lembranças daquela menina travessa que, aos sete anos, entregava cartas nos endereços recônditos de Esteios, no pequeno município de Luz, em Minas Gerais, a cerca de 200 quilômetros de Belo Horizonte.

As andanças, que fazia a passos largos e com muito contentamento, eram recompensadas com balinhas e docinhos das famílias que, agradecidas com a generosidade e a espontaneidade da criança, retribuíam o favor.

Foi assim que a aposentada dos Correios, Izonita Martins de Oliveira, 64, teve contato com os Correios pela primeira vez. Seus pais tinham uma venda que se chamava “José Preto” e moravam perto da única agência postal do vilarejo.

Essa unidade dos Correios funcionava na casa de uma empregada do então Departamento de Correios e Telégrafos (DCT) — prática muito comum, à época. “Era a casa de dona Anunciata Pinto. As correspondências iam para lá e depois eram entregues aos destinatários”, relembra Izonita, reacendendo as memórias de infância.

Pela proximidade da vizinhança, ela costumava ser solicitada para entregar as cartas ou mesmo encomendas nos lugares mais afastados. Era uma espécie de “menina de recados” da redondeza.

Lembranças vivas

“Eu adorava entregar as cartas, pois era recebida com muita alegria e as pessoas me davam doces e balinhas. Para mim era uma festa. Foi assim que começou meu amor pelos Correios”, recorda a aposentada.

Dessa experiência, resultaram lembranças muito fortes e agradáveis da infância, que se prolongaram durante a adolescência e a idade adulta, culminando com a tão esperada admissão nos Correios, em 1974.

Coincidências

“Eu queria muito trabalhar nos Correios. Eu não consigo explicar o fascínio que a ECT sempre exerceu sobre mim. É como se nossos destinos estivessem traçados”, diz Izonita, relatando as “coincidências” que, segundo ela, confirmam essa predestinação.

Uma delas ocorreu quando, ainda adolescente, deixou Minas Gerais e foi morar com seu tio Antônio, em Brasília. “Ao lado da casa do meu tio tinha uma agência dos Correios, que eu vivia olhando, admirando e alimentando cada vez mais o desejo de um dia trabalhar na empresa”.

Ela conta que também trabalhou em uma loja chamada Bibabô, que ficava ao lado dos Correios. Ou seja, perto de casa, no trabalhou ou na rua, os Correios pareciam acompanhar os seus passos...

Outra “coincidência” que confirmaria a teoria da aposentada foi quando o seu tio a apresentou a um casal que trabalhava nos Correios. “Para me ajudar, esse senhor e a esposa (seu Moreira e dona Hilda), me contrataram para limpar e arrumar a casa. Ele tinha uma coleção de selos que eu cuidava com muito amor e, nesse gesto simples, eu fortalecia minha convicção de um dia trabalhar nos Correios.

Sonho realizado

A aposentada conta que o casal prometeu lhe informar quando houvesse algum concurso. A oportunidade surgiu alguns anos depois, aos 20 anos. O sonho de infância finalmente se realizara.

Izonita entrou para os Correios como “manipulante de correspondências” e foi trabalhar, à época, na Agência Postal Telegráfica 07, situada na quadra 508 Sul, em Brasília. “Depois fui ser balconista”, conta.

Prazer em ajudar

Nos Correios, ela sempre trabalhou com atendimento de clientes, o que lhe proporcionou contato direto com públicos bem variados. “Eu atendia do operário de construção ao parlamentar”, orgulha-se a aposentada, cuja índole é marcada pela solidariedade que herdou da família mineira. “Eu dava atenção a todos, sem discriminação, e tinha o maior prazer em ajudar”.


Caso inusitado

Percebendo essa característica marcante, alguns clientes a procuravam com pedidos especiais. “Cansei de escrever cartas para quem não sabia ler nem escrever, e também telegramas com declarações de amor”, recorda.

Para atender a essa demanda, ela criou um repertório de frases poéticas, na intenção de utilizá-las à medida que os pedidos fossem surgindo. Os frutos foram colhidos. Izonita orgulha-se de ter sido cupido de um namoro que culminou em casamento.

“Depois de casado, o rapaz que me pedia para escrever as cartas de amor foi lá na agência. Ele queria me apresentar à esposa, dizendo, em tom de brincadeira, que eu era a responsável pelo casório”.

(Stock Photos)


Carisma

Carismática, Izonita conta que sempre era enviada para as unidades dos Correios instaladas nos órgãos públicos, como Palácio do Planalto, Itamaraty, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Ministério da Fazenda, entre outros. Também foi lotada nas agências do Aeroporto, da Rodoviária do Plano Piloto e na Cidade Ocidental, em Goiás, a aproximadamente 40 km da capital federal.

Atendente padrão

Nos Correios, Izonita também pôde realizar um grande sonho: cantar o Hino Nacional em uma solenidade, como costuma ocorrer em datas ou eventos comemorativos. Esse foi o prêmio por ter sido eleita a Atendente Padrão, em 1998.

“Fui homenageada no edifício sede dos Correios e cantei o Hino Nacional ao lado do nadador Fernando Scherer, o Xuxa”, orgulha-se. “Eu sabia vender bem os produtos dos Correios, por isso fui escolhida como atendente padrão”, conta Izonita.


Na Associação, Izonita é querida e admirada por seu espírito alegre e agregador
(Foto: Postal Saúde)

Aposentadoria

Por motivos pessoais, ela acabou pedindo aposentadoria proporcional, aos 49 anos. Sofreu com afastamento antecipado, mas não entregou os pontos. Queria continuar no ambiente corporativo dos Correios e estar ao lado dos colegas.

Foi trabalhar como voluntária na Associação Nacional dos Aposentados dos Correios (AAC), onde atualmente é vice-diretora administrativa. Entre os colegas, Izonita é admirada e respeitada por agregar as pessoas, sempre com bom humor, alegria e solidariedade, suas marcas registradas.

Título de Rainha

“Aqui já recebi o título de Rainha dos Aposentados”, diz, com os olhos lacrimejantes. “Esse carinho todo é o reconhecimento do meu trabalho. Faço tudo com muito amor e dedicação”.

Para manter-se disposta, ela conta que, além do trabalho voluntário, faz dança, hidroginástica e participa do Grupo dos Mais Vividos, do Sesc, que desenvolve atividades voltadas para os idosos. Faz passeios, viaja e ainda encontra tempo para visitar os doentes.


Postal Saúde

Sobre o plano de saúde oferecido pelos Correios aos seus empregados, ela diz: “A Postal Saúde nos dá segurança e isso reflete diretamente na nossa saúde e no nosso bem-estar”, garante.

“Meu amor pela Postal Saúde é uma extensão do meu amor pelos Correios. Uma foi responsável pelo meu sustento e o da minha família, e a outra cuida da minha saúde e da saúde dos meus dependentes. Acima disso só Deus”, agradece a Rainha dos Aposentados. Divorciada e com dois filhos (um com 34 anos e outro com 41), Izonita casou-se outra vez.

Para encerrar a entrevista, ela faz questão de contar o segredo da sua alegria contagiante: “Fazer o bem e conservar sempre o bom humor, mesmo nas situações difíceis”.

Leia os outros textos da série:

Eu, minha trajetória profissional e meu plano de saúde – Elizângela Cavalcante de Abreu

Eu, minha trajetória profissional e meu plano de saúde - Luiz Gonzaga Pereira Batista


Por: Comunicação/Postal Saude