


O Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, lembrado em 20 de fevereiro, é uma chance para que o público e os profissionais de saúde ampliem a conversa sobre um tema que atravessa famílias, ambientes de trabalho e círculos sociais.
Uma das questões centrais dessa data é lembrar que o importante não é apontar culpados e tratar do assunto sob uma ótica moral, mas identificar riscos, compreender os contextos sociais que levam ao abuso de substâncias e traçar estratégias para que o combate às drogas e ao alcoolismo sejam tratados em uma perspectiva de saúde.
Nem todo consumo é automaticamente caracterizado como um transtorno. Claro, um dos principais aspectos é a legalidade, já que muitas substâncias no Brasil são proibidas.
No entanto, existe o consumo de produtos legalizados e de fácil acesso, como bebidas alcoólicas e medicamentos, que podem representar problemas quando levam a alguns sinais:
O alcoolismo, por exemplo, é reconhecido como uma doença crônica pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e a dependência química envolve alterações no funcionamento do cérebro, impactando controle, tomada de decisão e percepção de risco.
Ou seja: não se trata de “falta de força de vontade”, mas de uma condição de saúde que exige acolhimento e acompanhamento adequado.
Nem sempre a conversa começa pela abstinência total. Em muitos casos, o primeiro passo é a conscientização e a redução de danos – estratégia que busca diminuir riscos associados ao consumo, enquanto se constrói um processo possível para cada pessoa.
Esta abordagem se mostra cada vez mais comum e oferece acompanhamento multifatorial, já que a dependência só é tratada a partir de opções complementares.
E fica a dica: sempre que notar alguma dificuldade, busque ajuda profissional. Especialistas em saúde mental são as pessoas mais indicadas para indicar eventuais desarranjos e orientar sobre as medidas possíveis.
Ansiedade, depressão, estresse crônico e sobrecarga emocional frequentemente aparecem associados ao consumo abusivo de álcool e outras drogas. Muitas vezes, a substância é utilizada como uma tentativa de aliviar dores internas, ainda que temporariamente.
Por isso, cuidar da saúde mental também é uma forma de prevenção. Como lembrado anteriormente, psicoterapia, acompanhamento médico quando necessário, práticas de autocuidado e fortalecimento de redes de apoio são estratégias que ajudam a romper ciclos prejudiciais.
O tratamento para dependência química pode, em alguns casos, chegar ao uso de medicação. Grupos de apoio e programas especializados também são importantes aliados no processo de recuperação.
O ponto central é lembrar: ninguém precisa enfrentar isso sozinho. Reconhecer que algo não vai bem já é um movimento significativo.
Dessa forma, o combate às drogas e ao alcoolismo significa ampliar acesso à informação, fortalecer políticas de saúde e construir ambientes mais acolhedores. É sobre oferecer suporte, e não estigmatizar. Quando o assunto é saúde, cuidado e escuta fazem muito mais diferença do que julgamento.
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* Este conteúdo faz parte do calendário de promoção e prevenção de saúde da Operadora.
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