


O Outubro Rosa é uma campanha que mobiliza, mundialmente, milhares de pessoas para a conscientização e prevenção do câncer de mama, chamando atenção para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da doença. No próximo dia 19/10 é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Câncer de Mama, um assunto que não pode deixar de ser debatido!
Recentemente, foi identificado um novo obstáculo na redução dos casos: a desinformação. Visando combater esse fenômeno, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) promoveu, na última segunda-feira (13/10), uma semana dedicada a alertar a população sobre as informações falsas que circulam em torno do diagnóstico, enfatizando que a ciência salva vidas.
Um dos principais ambientes de proliferação das fake news são as redes sociais, onde circulam declarações equivocadas, como a de que a mamografia pode causar câncer devido à radiação do exame, ou de que a biópsia de mama oferece risco de espalhar o tumor.
Notícias falsas sobre o câncer de mama impedem que muitas pacientes busquem acompanhamento médico e tratamento necessário. Em 2023, foram registrados mais de 20 mil óbitos em razão das complicações da doença. Para 2025, a estimativa é de que o número de novos casos chegue a 73.610.
Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) lançou o livro “Controle do câncer de mama no Brasil: dados e números 2025”, que reúne informações detalhadas sobre incidência, fatores de risco, mortalidade, prevenção e acesso a exames e tratamentos.
Outra informação equivocada que circula e gera preocupação na população, está relacionada ao aparecimento de nódulos nos seios. Mastologistas esclarecem que nem sempre um caroço indica a presença de câncer de mama. Antes de considerar essa hipótese, é necessário avaliar se o nódulo persiste fora do período menstrual, se aumenta de tamanho, se há secreção, ferimentos no mamilo ou lesões na pele dos seios. Ao detectar sintomas como esses, a consulta médica é indispensável.
Buscar informações sobre como a doença age no corpo é um direito de todos, entretanto, a orientação é que isso seja feito em sites e canais sérios e confiáveis, além do contato direto com especialistas.
Aproveitando o ensejo da campanha, vale ressaltar o segundo diagnóstico mais comum entre as doenças que afetam a saúde da mulher: o câncer do colo do útero, caracterizado pelo crescimento desordenado das células nessa região. A doença pode apresentar sintomas como sangramentos vaginais fora do período menstrual, dor abdominal e durante as relações sexuais, além de secreção vaginal anormal.
Entre as principais medidas de prevenção estão a realização do exame Papanicolau, a vacinação contra o HPV, bem como a prática de atividades físicas e alimentação saudável.
O diretor-presidente da Postal Saúde, Eli Melo Jr., escreveu um artigo para a editoria de Saúde do Jornal de Brasília, publicado nesta quinta-feira, 16 de outubro. No texto, ele destaca o aumento da procura das beneficiárias pela realização de exames preventivos durante o mês da campanha, no último ano, além do importante papel das campanhas de conscientização e dos serviços prestados pela operadora.
Clique aqui e confira a publicação na íntegra!
Fonte: Sociedade Brasileira de Mastologia, Ministério da Saúde e Fiocruz.
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