


Para muita gente, férias significam pausa na rotina, horários mais flexíveis e menos compromissos imediatos. Esse cenário pode ser um aliado importante na criação – ou retomada – do hábito de praticar atividade física. Longe da pressão do relógio e das agendas lotadas, o corpo encontra mais espaço para se mover de forma espontânea, respeitando limites e interesses pessoais.
Mais do que “compensar excessos” ou “cumprir metas”, o período de descanso pode ser uma oportunidade de experimentar atividades físicas de maneira mais leve, associadas ao prazer, ao lazer e ao bem-estar.
A prática regular de exercícios traz impactos positivos para a saúde de diferentes formas:
No curto prazo, movimentar o corpo ajuda a reduzir o estresse, melhora o humor, favorece o sono e aumenta a disposição para as tarefas do dia a dia. Mesmo atividades simples, como caminhadas ou alongamentos, já são capazes de gerar essa sensação imediata de bem-estar.
No médio prazo, os benefícios se ampliam: há melhora do condicionamento físico, maior controle do peso corporal, fortalecimento muscular e cardiovascular, além de impactos positivos na saúde mental, como redução de sintomas de ansiedade e melhora da autoestima.
No longo prazo, a atividade física é um fator decisivo na prevenção de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Também contribui para a manutenção da autonomia, da mobilidade e da qualidade de vida ao longo dos anos.
Existe uma percepção comum, reforçada pelas redes sociais, de que “todo mundo” aproveita as férias para se exercitar mais: correr na praia, pedalar, fazer trilhas ou iniciar uma nova rotina fitness. Mas essa impressão nem sempre corresponde à realidade.
Para algumas pessoas, a quebra da rotina pode gerar o efeito oposto: menos organização, horários desregulados e, em alguns casos, mais isolamento. Isso pode levar à redução da prática de exercícios em comparação ao restante do ano. Reconhecer essa diversidade de experiências é fundamental para evitar comparações injustas e cobranças desnecessárias.
Um ponto essencial quando se fala em atividade física é lembrar que ela não precisa estar associada à performance, à produtividade ou à comparação com outras pessoas. O exercício físico é, antes de tudo, um cuidado individual com a saúde.
A motivação pode ser simples: sentir-se melhor, ter mais energia, aliviar tensões ou aproveitar um momento de descanso ativo. Não é necessário transformar o movimento em obrigação ou disputa. Respeitar o próprio ritmo, escolher atividades que façam sentido e entender o corpo como aliado, e não como algo a ser constantemente cobrado, são passos importantes para construir um hábito sustentável.
As férias não precisam ser vistas como um período “perfeito” para grandes mudanças, mas como uma chance de experimentar o movimento de forma mais gentil. Pequenas escolhas, feitas sem pressão, podem abrir caminho para uma relação mais saudável e duradoura com a atividade física, durante as férias e ao longo de todo o ano.
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