Doença Falciforme: saiba mais sobre os sintomas, diagnóstico e tratamento

A Doença Falciforme (DF) está entre as doenças hereditárias mais comuns do mundo. Ela é caracterizada por uma alteração genética na hemoglobina, proteína presente nos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio pelo organismo. Em decorrência dessa alteração, as hemácias perdem o formato arredondado e flexível e passam a apresentar uma forma semelhante à de uma foice ou meia-lua, tornando-se mais rígidas e dificultando a circulação sanguínea. 
 
Essa dificuldade de circulação pode comprometer a oxigenação de órgãos e tecidos, como cérebro, pulmões e rins, desencadeando uma série de complicações à saúde. 
 
Entre os principais sintomas da doença estão crises de dor, anemia, infecções frequentes, icterícia, condição que provoca o amarelamento da pele e da parte branca dos olhos, além de complicações renais, úlceras nas pernas, alterações pulmonares e acidente vascular cerebral (AVC), entre outras complicações. 
 
A intensidade dos sintomas varia de pessoa para pessoa. Enquanto alguns pacientes apresentam quadros mais leves, outros podem desenvolver complicações graves e necessitar de acompanhamento médico contínuo.
 
A incidência da doença é maior entre pessoas negras e pardas, por estar relacionada a uma mutação genética originária de regiões da África. No Brasil, estima-se que cerca de 60 mil pessoas convivam com a Doença Falciforme. Para ampliar a conscientização sobre a enfermidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 19 de junho como o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme
 
Diagnóstico
 O diagnóstico precoce é fundamental para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A principal forma de detecção ocorre por meio do Teste do Pezinho, realizado nos primeiros dias de vida. A confirmação pode ser feita por exames laboratoriais, como a eletroforese de hemoglobina, que identifica alterações na composição da hemoglobina. 
 
O diagnóstico também pode ser realizado durante a gestação, por meio de exames solicitados nas consultas de pré-natal, especialmente quando há histórico familiar da doença. 
 
Tratamento
Embora a Doença Falciforme não tenha cura na maioria dos casos, o tratamento adequado permite controlar os sintomas, prevenir que a doença evolua para sintomas mais agudos e promove mais qualidade de vida aos pacientes. O acompanhamento deve ser realizado por equipe multiprofissional, com monitoramento regular da saúde e atenção especial à prevenção de infecções. 
 
De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos para controle da dor, suplementação de ácido fólico, vacinação ampliada, antibióticos preventivos em crianças, transfusões de sangue em situações específicas e, quando indicado, medicamentos que auxiliam na redução das crises e das complicações da doença. Em alguns casos específicos, o transplante de medula óssea pode ser considerado uma alternativa terapêutica. 
 
Prevenção e cuidados 
Por ser uma doença genética e hereditária, não existe uma forma de prevenção da Doença Falciforme após o nascimento. Entretanto, o aconselhamento genético e a realização de exames antes ou durante a gravidez podem auxiliar futuros pais a conhecerem o risco de transmissão da condição aos filhos. 
 
Para quem convive com a doença, algumas medidas são essenciais para evitar crises e complicações, como manter uma boa hidratação, adotar alimentação equilibrada, evitar exposição a temperaturas extremas, manter a vacinação em dia, realizar acompanhamento médico regular e procurar assistência de saúde diante de sinais de infecção ou agravamento dos sintomas. 
 
A informação e o diagnóstico precoce são fundamentais para garantir tratamento adequado, reduzir complicações e promover mais qualidade de vida às pessoas que vivem com a Doença Falciforme.  
 
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Fonte: Ministério da Saúde.

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