


Um caroço que surge no pescoço, na axila ou na virilha e não desaparece pode parecer algo simples. Quando não há dor, é ainda mais fácil ignorá-lo. Mas alterações como essa, principalmente quando acompanhadas de febre, suor noturno, cansaço ou perda de peso sem explicação, merecem atenção.
Em 15 de setembro, Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, o alerta é justamente para a importância de conhecer os sinais da doença e procurar avaliação médica diante de alterações persistentes.
Os linfomas são tipos de câncer que atingem o sistema linfático, parte importante do sistema imunológico. De maneira geral, são divididos em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin e linfomas não Hodgkin, que possuem diferentes subtipos, características e formas de tratamento.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima, para cada ano do triênio 2026–2028, 12.560 novos casos de linfoma não Hodgkin e 3.070 casos de linfoma de Hodgkin.
Os linfonodos, popularmente conhecidos como gânglios, estão distribuídos por diferentes regiões do corpo e podem aumentar de tamanho por diversos motivos, principalmente em resposta a infecções. Por isso, perceber um linfonodo aumentado não significa necessariamente estar diante de um câncer.
Nos linfomas, entretanto, um dos sinais mais frequentes é justamente o aumento persistente e geralmente indolor dos linfonodos, especialmente no pescoço, nas axilas e na virilha.
Outros sintomas que podem estar associados à doença incluem:
Os sintomas podem variar conforme o tipo de linfoma e a região do organismo afetada. Além disso, essas manifestações também podem ocorrer em diversas outras condições de saúde. Por isso, a presença isolada de um desses sinais não representa um diagnóstico de câncer.
Reconhecer alterações no organismo e buscar atendimento quando elas persistem ganha ainda mais importância na prevenção ao linfoma.
Segundo o INCA, o diagnóstico precoce possibilita melhores resultados no tratamento. A investigação pode envolver avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem e, diante da suspeita, a realização de uma biópsia, procedimento no qual uma amostra do tecido afetado é analisada para confirmar o diagnóstico e identificar o tipo de linfoma.
Existem diferentes tipos e subtipos de linfomas, alguns de evolução lenta e outros mais agressivos. Por isso, o tratamento depende das características da doença, de sua extensão e das condições clínicas de cada paciente.
Entre as possibilidades estão quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e outras terapias específicas. No caso do linfoma de Hodgkin, por exemplo, o INCA destaca que a doença é curável na maioria dos casos quando tratada adequadamente.
O mais importante é não tentar interpretar os sintomas sozinho. Caroços persistentes, perda de peso sem motivo aparente, febre recorrente, suor noturno intenso ou outras alterações que não melhoram devem ser avaliados por um profissional de saúde.
No Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, informação também é uma forma de cuidado: conhecer o próprio corpo, perceber mudanças e procurar assistência no momento adequado pode contribuir para que uma eventual doença seja identificada mais cedo.
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* Este conteúdo faz parte do calendário de promoção e prevenção de saúde da Operadora
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