


A comunicação é parte essencial do acesso à saúde, à educação, ao trabalho, à informação e à participação na sociedade. Para milhões de pessoas surdas, garantir esse direito passa também pelo reconhecimento e pela valorização das línguas de sinais e pela eliminação de barreiras que ainda dificultam o exercício pleno da cidadania.
É com esse propósito que a Semana Internacional das Pessoas Surdas mobiliza, anualmente, comunidades, organizações e instituições de diferentes países. Em 2026, a iniciativa foi realizada entre 21 e 27 de setembro, com o tema “Declarando os direitos humanos das pessoas surdas”.
Promovida pela Federação Mundial dos Surdos (WFD, na sigla em inglês), a mobilização destacou temas como educação inclusiva e multilíngue, acessibilidade, participação das pessoas surdas nas decisões que afetam suas vidas e valorização da cultura surda.
A edição de 2026 também teve um significado especial: marcou os 75 anos da Federação Mundial dos Surdos e os 20 anos da adoção da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, das Nações Unidas, importante instrumento internacional para a promoção da igualdade de direitos.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), existem mais de 70 milhões de pessoas surdas no mundo, que utilizam coletivamente mais de 300 línguas de sinais. Essas línguas possuem estruturas próprias e desempenham papel fundamental na comunicação, na identidade e na participação social das comunidades surdas.
Dentro da Semana Internacional também é celebrado, em 23 de setembro, o Dia Internacional das Línguas de Sinais. Instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a data busca ampliar a conscientização sobre a importância dessas línguas para a garantia dos direitos humanos das pessoas surdas.
No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida legalmente como meio de comunicação e expressão desde 2002, por meio da Lei nº 10.436. A legislação determina ainda que o poder público apoie seu uso e sua difusão.
A Semana Internacional das Pessoas Surdas reforça, portanto, uma mensagem que deve permanecer durante todo o ano: inclusão depende de acesso à comunicação, respeito às diferenças e garantia de direitos. Derrubar barreiras comunicacionais é também uma forma de ampliar o acesso ao cuidado e construir uma sociedade mais acessível para todos.
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