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Aumentar a cobertura de vacinação é essencial para manter o Brasil livre da pólio. Confira

Crianças menores de 5 anos devem ser levadas aos postos para se vacinar

14 de dezembro de 2022 - Atualizado em 14 de dezembro de 2022

No ano em que o Brasil comemora 32 anos sem nenhum caso de poliomielite, a queda na cobertura vacinal tem gerado preocupação diante dos riscos de reintrodução da doença no país. Com o objetivo de ampliar os esforços junto a estados e municípios para manter o país livre da pólio, o Ministério da Saúde do Brasil, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Fundação Rotary promoveram um evento na terça-feira (1/11). Na ocasião, foi lançado o “Plano Nacional de Resposta a um Evento de Detecção de Poliovírus e um Surto de Poliomielite: Estratégia do Brasil”.

A poliomielite pode se espalhar rapidamente entre comunidades com cobertura vacinal inadequada, não é tratável, mas é totalmente evitável por vacinação. No entanto, a cobertura vacinal caiu abaixo de 80% em quase todos os países das Américas nos últimos anos e quatro deles estão em risco muito alto de reintrodução do poliovírus selvagem: Brasil, Haiti, Peru e República Dominicana.

Argentina, Bahamas, Bolívia, Equador, Guatemala, Panamá, Suriname e Venezuela estão em risco alto. Outros 18 países e territórios encontram-se em risco médio e 14 em risco baixo. A cobertura vacinal recomendada para evitar a reintrodução do vírus é de 95% ou mais.

A representante da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Socorro Gross, fez um alerta sobre esse cenário atual e destacou que o Brasil é referência no combate à poliomielite, trabalhando com a força tripartite – nacional, estadual e municipal – que o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro tem. “Nós temos a região livre da pólio desde 1994 e temos um país (Brasil) que trabalhou muito para isso, foi muito solidário com outros países da Américas e continua sendo, compartilhando vacinas, tecnologias e trabalhadores”, afirmou.

Socorro Gross também reconheceu o trabalho de vacinação que o Brasil tem desenvolvido junto as fronteiras. “Essa iniciativa protege as áreas que são muito relevantes para o país como são as fronteiras, mas também traz o que precisamos na região das Américas: países de mãos dadas pelo bem que é a saúde”.

O curador da Fundação Rotária Marcel Haick disse que a erradicação da pólio é identificada por eles como a prioridade humanitária com alcance global número 1 e que a atuação ocorre com foco na arrecadação de fundos, advocacia e defesa da causa, mobilização e melhoria da eficiência vacinal. “Hoje é um dia histórico e decisivo, somente todos juntos e alinhados poderemos vencer o vírus”, reforçou.

Plano Nacional de Resposta

Durante o evento, o Ministério da Saúde lançou o “Plano Nacional de Resposta a um Evento de Detecção de Poliovírus e um Surto de Poliomielite: Estratégia do Brasil”.

O Plano tem o objetivo de estabelecer diretrizes de resposta nas três esferas de gestão, de forma coordenada, apresentando cronogramas e indicando fluxos para fortalecer a vigilância epidemiológica, o acesso à vacinação e a capacidade nacional dos estados e municípios para manter o Brasil livre da pólio.

“Não queremos que a doença volte. Quero conclamar a todos que possam se associar nessa inciativa. Nas 38 mil salas de vacinação, todos os dias são dias de campanha”, destacou o ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, referindo-se a todas as vacinas disponíveis no calendário nacional de vacinação.

Crianças menores de 5 anos devem se vacinar!

A Postal Saúde, comprometida com a saúde e a qualidade de vida de seus beneficiários, enfatiza a importância da vacinação de crianças menores de 5 anos contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil.

A Operadora orienta que, caso você tenha menores de idade nessa faixa etária, procure os postos de vacinação em suas cidades para imunizar a criançada.

Não deixe a pólio voltar!

Procure o posto de vacinação mais próximo de sua residência e vacine suas crianças!

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Fontes: OPAS Brasil

Edição: Postal Saúde

Foto: Dreamstime