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Câncer de cabeça e pescoço: diagnóstico precoce pode aumentar as chances de cura

Lembrado em 27 de julho, o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença, além do reforço constante da busca por atendimento diante de alterações persistentes.

A expressão “câncer de cabeça e pescoço” reúne tumores que podem atingir estruturas como boca, língua, garganta, faringe, laringe, cavidade nasal, seios da face e glândulas salivares. Apesar de serem agrupadas em campanhas de conscientização, essas doenças são contabilizadas separadamente nas estatísticas de incidência.

Rouquidão persistente, dificuldade para engolir, feridas na boca que não cicatrizam e caroços no pescoço costumam ser encarados como problemas passageiros. No entanto, quando esses sinais persistem por mais de duas semanas, eles merecem atenção. Se tais problemas indicarem câncer de cabeça e pescoço, os tratamentos têm maiores chances de sucesso quando identificado precocemente.

As estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil deve registrar, anualmente, entre 2026 e 2028, cerca de 17.190 novos casos de câncer da cavidade oral e 8.510 casos de câncer de laringe. Somados, apenas esses dois grupos representam aproximadamente 25,7 mil novos diagnósticos por ano no país.

O câncer da cavidade oral ocupa a sétima posição entre os tipos mais incidentes no Brasil, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. A doença afeta principalmente os homens: dos casos estimados anualmente, 12.260 devem ocorrer na população masculina e 4.930 na população feminina. Para o câncer de laringe, são esperados 7.310 casos em homens e 1.200 em mulheres por ano.

Fatores de risco conhecidos

Os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença são o consumo de tabaco e bebidas alcoólicas. Quando esses hábitos ocorrem em conjunto, o risco aumenta significativamente.

Nos últimos anos, outro fator também ganhou destaque: a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente em tumores da orofaringe. A vacinação contra o HPV, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para os públicos indicados, representa uma importante estratégia de prevenção.

A exposição prolongada ao sol sem proteção também pode favorecer o desenvolvimento do câncer de lábio. Por isso, trabalhadores e pessoas que permanecem muito tempo ao ar livre devem adotar medidas de proteção, como o uso de chapéus e protetor labial com fator de proteção solar.

Manter uma alimentação equilibrada, cuidar da higiene bucal e realizar consultas odontológicas regularmente também são atitudes importantes para a promoção da saúde e a identificação de possíveis alterações.

Sintomas que merecem atenção

Muitos sintomas relacionados ao câncer de cabeça e pescoço também podem surgir em condições menos graves. O sinal de alerta está principalmente na persistência dessas manifestações. Procure avaliação profissional caso elas permaneçam por mais de duas semanas.

Entre os principais sinais estão:

  • Feridas na boca que não cicatrizam;
  • Rouquidão persistente;
  • Dor ou dificuldade para engolir;
  • Dor de garganta constante;
  • Caroços no pescoço;
  • Sangramentos pela boca ou nariz sem causa aparente;
  • Alterações na voz;
  • Perda de peso sem explicação.

Quanto mais cedo o diagnóstico é realizado, maiores são as possibilidades de tratamento com preservação das funções relacionadas à fala, à respiração e à alimentação, além de melhores taxas de recuperação.

Prevenção

Grande parte dos fatores de risco relacionados à doença pode ser evitada. Não fumar, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação equilibrada, proteger os lábios da exposição solar e manter a vacinação contra o HPV em dia são medidas importantes.

As consultas odontológicas regulares também têm papel relevante. Durante o atendimento, o cirurgião-dentista pode identificar alterações suspeitas na boca ainda nas fases iniciais e, quando necessário, encaminhar o paciente para avaliação especializada.

Atenção aos sinais do corpo

Muitas pessoas convivem durante semanas ou meses com sintomas aparentemente simples, acreditando que eles desaparecerão sozinhos. No entanto, quando um sinal persiste, investigar sua causa faz toda a diferença.

O diagnóstico precoce continua sendo uma das principais ferramentas para aumentar as chances de cura e proporcionar tratamentos menos agressivos. Por isso, diante de qualquer alteração persistente, procure um profissional de saúde para uma avaliação. Cuidar da própria saúde começa pela atenção aos sinais que o corpo apresenta.

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Fontes: Instituto Nacional de Câncer (INCA), Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP)

*Este conteúdo faz parte do calendário de promoção e prevenção de saúde da Operadora.

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