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Ciclo circadiano: como dormir pouco ou comer tarde pode afetar a saúde intestinal

Saiba a importância de manter o nosso relógio interno equilibrado

4 de janeiro de 2023 - Atualizado em 4 de janeiro de 2023

Assim como nós temos uma rotina diária (para comer, trabalhar, fazer exercícios físicos, dormir), nosso organismo também tem uma.

Trata-se do ciclo circadiano. Durante a manhã e tarde, corpo e mente estão ativos; com a chegada da noite, uma série de mudanças fisiológicas nos preparam para dormir.

É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa dos diferentes momentos das 24 horas do dia e que tem impacto tanto no âmbito físico quanto mental e comportamental.

A verdade é que o estilo de vida ocidental não contribui para manter o ritmo circadiano equilibrado.

Estamos expostos a um volume menor de horas de luz natural do que nossos ancestrais — somos mais sedentários e passamos cada vez mais tempo em frente a telas.

Soma-se a isso um nível maior de estresse, uma vida social que não respeita os horários da nossa rotina e uma alimentação baseada em produtos açucarados e ultraprocessados.

Que implicações tudo isso pode ter para a saúde?

Um desequilíbrio pode levar à falta ou má qualidade do sono, a alterações de humor, aumento do estresse, desorientação, problemas de memória, fadiga e ansiedade, entre outros males que, se mantidos ao longo de muito tempo, podem trazer consequências bem mais graves.

Mas os distúrbios do ritmo circadiano não afetam apenas nós: eles também sofrem influência das nossas bactérias intestinais, que têm seus próprios ciclos, sincronizados com os nossos.

Sendo assim, um desajuste no nosso relógio interno pode afetar nossa saúde intestinal? Definitivamente,  sim.  Eles podem ser causados, por exemplo, por um desequilíbrio no metabolismo da glicose, que eleva o risco de ganho de peso e aumento da pressão arterial, além de uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas.

Isso pode causar uma diminuição da sensibilidade à insulina, uma menor tolerância à glicose e uma alteração do perfil lipídico do corpo. São alterações que têm impacto direto na saúde intestinal e, portanto, na microbiota.

E não é de estranhar que essa relação ocorra, já que a digestão dos alimentos ocorre durante o dia, horário em que o intestino permanece ativo e em ótimas condições para absorver nutrientes.

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Leia a íntegra da matéria  no site da BBC Brasil


Foto: Banco de Imagens Dreamstime