Combate e prevenção da malária: conheça os riscos e saiba como proteger sua saúde

O dia 6 de novembro marca o Dia da Malária nas Américas, a data tem como objetivo promover conscientização e o fortalecimento das ações de prevenção e combate à doença. De acordo com o Relatório Mundial sobre Malária 2025, da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram estimados 282 milhões de casos em todo o mundo em 2024, além de aproximadamente 610 mil mortes. A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos principalmente pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. Vale destacar que a doença não é contagiosa, ou seja, não é transmitida pelo contato direto entre pessoas.
Neste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) destaca importantes conquistas na luta contra a doença nas Américas. Cinco países como Paraguai, Argentina, El Salvador, Belize e Suriname, receberam a certificação da OMS como territórios livres da malária. A campanha de 2026 traz como tema “Malária Zero nas Américas”, reforçando o compromisso regional com a eliminação da doença. No Brasil, mais de 99% dos casos contraídos no próprio território, estão concentrados na região amazônica.
A malária tem cura, e o tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar o agravamento da doença e reduzir o risco de complicações e óbitos. Entre os principais sintomas estão febre, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Nos casos graves, podem ocorrer convulsões, alteração do nível de consciência, fraqueza intensa, dificuldade para respirar, queda da pressão arterial e hemorragias. Ao apresentar sintomas, especialmente após visitar ou permanecer em áreas de transmissão, é importante procurar atendimento de saúde imediatamente.

 

Prevenção e tratamento

A prevenção é uma das principais formas de combater a malária. Como a transmissão ocorre pela picada do mosquito infectado, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de contaminação. Entre elas estão o uso de repelentes, a instalação de telas em portas e janelas, a utilização de mosquiteiros, principalmente durante o período de descanso, e o uso de roupas que protejam braços e pernas. Para quem vive ou pretende viajar para regiões com transmissão da doença, também é importante buscar orientação dos serviços de saúde e adotar os cuidados recomendados durante toda a permanência no local.
O tratamento é realizado com medicamentos antimaláricos, definidos conforme a espécie do parasita, a idade, o peso e as condições clínicas do paciente. Nos casos sem complicações, pode ser realizado em regime ambulatorial, com acompanhamento profissional. Já os quadros graves exigem hospitalização e cuidados especializados. Gestantes, crianças e pessoas com outras condições de saúde também precisam de atenção específica na definição do tipo de tratamento a ser aplicado.

 

Serviço

O Ministério da Saúde disponibiliza uma lista de Centros de Diagnóstico e Tratamento da Malária em todo o Brasil. O atendimento é oferecido gratuitamente pelo SUS. Em caso de suspeita da doença, procure uma unidade de saúde para avaliação e realização dos exames necessários.
Outra iniciativa importante é a publicação da terceira edição do Guia de Tratamento da Malária no Brasil, pelo Ministério da Saúde, em 2026. O material, elaborado no âmbito da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, reúne orientações técnicas atualizadas para os profissionais de saúde, contribuindo para a padronização dos tratamentos, a redução de casos graves e a prevenção de mortes.
No cenário internacional, a OPAS também lançou o Plano de Ação para a Eliminação da Malária nas Américas 2026-2030, disponível em espanhol. A iniciativa estabelece estratégias para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, fortalecer a vigilância epidemiológica e incorporar novas ferramentas de prevenção e controle. O plano também destaca a importância da participação das comunidades, do compromisso dos governos, do financiamento e das parcerias institucionais para interromper a transmissão e avançar rumo à eliminação da doença nas Américas.
 
Fonte: Ministério da Saúde, OMS e OPAS.
 
*Este conteúdo faz parte do calendário de promoção e prevenção de saúde da Operadora. 

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