Em 24 de abril é celebrado o Dia Mundial de Combate à Meningite, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos, sintomas, formas de prevenção e tratamento dessa grave inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.
O que é meningite?
A meningite é a inflamação das meninges, as camadas protetoras do sistema nervoso central, e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos, parasitas, drogas ou reações autoimunes. Os principais tipos incluem:
Viral: Mais comum e geralmente menos grave, causada por vírus como enterovírus e herpes.
Bacteriana: Forma mais grave, pode causar sequelas e morte, causada por bactérias como Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae.
Fúngica: Rara, afeta pessoas com sistema imunológico enfraquecido, causada por fungos como Cryptococcus.
Parasitária: Menos comum, causada por parasitas como Toxoplasma gondii.
Por drogas: Resulta de reações a medicamentos.
Autoimune: O sistema imunológico ataca as meninges, associada a doenças como lúpus.
A meningite bacteriana é a mais grave, podendo resultar em sequelas permanentes e morte se não tratada rapidamente.
Por que o combate à meningite é tão importante?
• Alta mortalidade: A meningite bacteriana pode ter mortalidade de até 20% mesmo com tratamento adequado.
• Sequelas graves: Perda auditiva, déficit cognitivo, paralisias e convulsões são complicações possíveis.
• Transmissão rápida: A forma meningocócica (causada por Neisseria meningitidis) pode gerar surtos em ambientes fechados e de grande aglomeração.
Sintomas de alerta
Identificar a meningite precocemente salva vidas. Fique atento a:
• Febre alta súbita
• Forte dor de cabeça e rigidez de nuca
• Náuseas, vômitos e sensibilidade à luz (fotofobia)
• Sonolência excessiva ou confusão mental
• Manchas vermelhas na pele (em formas meningocócicas)
• Em bebês: irritabilidade, recusa de alimentação e ondas de choro agudo
Prevenção: vacine-se!
A vacinação é a estratégia mais eficaz para prevenir as principais meningites bacterianas:
• Vacina meningocócica conjugada (A, C, W, Y): disponível na rede privada para adolescentes e adultos.
• Vacina meningocócica B: protege contra o sorogrupo B.
• Vacina pneumocócica (10‑valente e 13‑valente): incluída no calendário básico de crianças.
• Vacina Hib (contra Haemophilus influenzae tipo b): parte do esquema vacinal infantil.
Dos 7.706 casos confirmados em 2024, 3.200 casos (41,5%) foram classificados como meningites bacterianas, 2.700 casos (35,0%) como meningite viral, 388 casos (5,0%) como meningite de outra etiologia e 1.389 casos (18,0%) de meningite não especificada. Até o momento, pela primeira vez desde 2010, as meningites bacterianas superaram o registro das meningites virais, segundo o Ministério da Saúde.
O que fazer em caso de suspeita?
1. Procure atendimento médico imediato: não espere piora dos sintomas.
2. Antibióticos precoces: em suspeita de meningite bacteriana, o início rápido da terapia é crítico.
3. Comunicação à vigilância epidemiológica: para controle de possíveis surtos.
4. Quimioprofilaxia em contatos: rifampicina ou ciprofloxacino para contatos próximos de casos meningocócicos.
A Postal Saúde reforça: a conscientização e a vacinação são as melhores armas no enfrentamento da meningite. No Dia Mundial de Combate à Meningite, reafirmamos o compromisso com a saúde pública: informe-se, vacine-se e previna-se!
Fonte: Ministério da Saúde