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Cortar pedaço da fruta mofado e comer o resto faz mal? Entenda

Especialistas não recomendam consumo porque processo de apodrecimento pode estar acontecendo mesmo onde não é visível. Confira a matéria do G1.

28 de outubro de 2022 - Atualizado em 28 de outubro de 2022

 

Encontrou uma espécie de “pelúcia” ou pontinhos de mofo nas frutas? Não dá para simplesmente cortar o pedaço com mofo e aproveitar o resto.

Especialistas consultados pelo g1 não recomendam comer nem a parte aparentemente saudável desses alimentos, pois alguns mofos podem produzir substâncias invisíveis que são nocivas. Por conta disso, sua ingestão pode causar problemas digestivos ou outras doenças.

E reforçam que a orientação é especialmente importante para quem faz parte de grupos considerados vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com sistema imunológico debilitado.

1. Quais os perigos de comer frutas mofadas?

Segundo Uelinton Pinto, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC), existe risco em comer frutas mofadas.

“Alguns fungos podem produzir micotoxinas, que provocam intoxicação ou, com o consumo crônico, podem causar alguns tipos de câncer, como o hepático. O melhor é a precaução, sempre.”

A professora Roseane Batitucci Passos de Oliveira, do departamento de Alimentos da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que, mesmo cortando a parte visível do bolor, podem permanecer na parte “boa” da fruta estruturas dos fungos que são microscópicas.
“Não é possível saber se tudo foi eliminado. A parte [dos fungos] que permanecer no alimento pode causar problemas. Não é apenas um problema que acontece na hora que você come, como as bactérias. Os sintomas podem ocorrer por períodos mais longos.”

2. Uma fruta mofada estraga a caixa inteira?

No caso dos morangos, por exemplo, quando algumas frutas estão emboloradas na caixa, nem sempre todas iniciaram o processo de deterioração ao mesmo tempo.

“O amolecimento do morango, por exemplo, é decorrente da produção de enzimas pectinolíticas pelos fungos, que acabam liberando água e tornando o aspecto da fruta desagradável. Neste caso, toda fruta amolecida deve ser descartada”, explica o professor.

3. Como ocorre a contaminação das frutas?

Não se sabe quantas espécies de fungos existem, mas há estimativas de que cheguem até 300 mil. Os mofos ou bolores são espécies dos filamentosos, que se desenvolvem em matéria orgânica.

Uma das formas que o fungo se propaga é por meio dos esporos, que podem ser carregados pelo ar, ou pelo contato.

Assim, uma fruta deteriorada poderá contaminar frutas que estejam por perto. Mas o pesquisador da USP explica que isso não é um processo tão rápido.

“Muitas vezes encontramos na fruteira uma laranja que começou a mofar, mas as outras ainda estão em bom estado, e é possível verificar a textura pelo toque, pois a fruta boa estará firme. A deteriorada vai estar amolecida.”

4. Como ocorre a contaminação das frutas?

Não se sabe quantas espécies de fungos existem, mas há estimativas de que cheguem até 300 mil. Os mofos ou bolores são espécies dos filamentosos, que se desenvolvem em matéria orgânica.

Uma das formas que o fungo se propaga é por meio dos esporos, que podem ser carregados pelo ar, ou pelo contato.

Assim, uma fruta deteriorada poderá contaminar frutas que estejam por perto. Mas o pesquisador da USP explica que isso não é um processo tão rápido.

“Muitas vezes encontramos na fruteira uma laranja que começou a mofar, mas as outras ainda estão em bom estado, e é possível verificar a textura pelo toque, pois a fruta boa estará firme. A deteriorada vai estar amolecida.”

5. Como as frutas devem ser comercializadas?

Na hora da compra, observe se as frutas estão bem armazenadas, em temperatura ideal. Pela regra atual do Ministério da Agricultura, os produtores não necessitam mais indicar a data de validade nas embalagens.

Porém, os estabelecimentos comerciais continuam sendo obrigados a vender apenas hortifrútis que atendam aos requisitos mínimos de identidade e qualidade.

Segundo o Ministério, os alimentos que atendem a esses requisitos são aqueles que estão:

– inteiros;
– limpos;
– firmes;
– isentos de pragas visíveis a olho nu;
-fisiologicamente desenvolvidos ou apresentando maturidade comercial;
-isentos de odores estranhos;
-não se apresentarem excessivamente maduros ou passados;
-isentos de danos profundos;
-isentos de podridões;
-não se apresentarem desidratados ou murchos.

Antes de colocar na fruteira ou na geladeira, o ideal é higienizar as frutas e deixar secar. Mesmo em baixa temperatura tem fungo que consegue se multiplicar.


Fonte: G1
Foto: Dreamstime