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Covid-19: Entenda como é calculada a taxa de eficácia das vacinas

Os imunizantes são rigorosamente testados e avaliados até que possam ser liberados e ofertados para população. Com isso, têm eficácia comprovada,

28 de janeiro de 2021 - Atualizado em 24 de fevereiro de 2021

A ação de uma vacina pode ser explicada em poucas palavras: antecipar o contato do corpo com um microorganismo de forma segura, o que prepara nosso sistema imunológico para quando esse antígeno de fato tentar provocar uma infecção. Um corpo vacinado já tem anticorpos, sabe o caminho para produzi-los e, portanto, se defende mais rapidamente desse invasor.

Os imunizantes são rigorosamente testados e avaliados até que possam ser liberados e ofertados para população; com isso, têm eficácia comprovada, prevenindo doenças e em alguns casos erradicando-as, como é o caso da poliomielite, que não existe no Brasil desde o início dos anos 90 devido às políticas de prevenção do Ministério da Saúde. Portanto, não precisamos ter resistência quanto à sua eficácia.

Sobre as reações, após a aplicação algumas poucas pessoas podem desenvolver sintomas de reação adversa, uma vez que as vacinas são medicamentos e podem causar algum incômodo, dor, febre local ou outro sintoma. Mas o risco de possível evento adverso é muito pequeno perto dos benéficos ofertados por uma vacina, ainda mais nos dias atuais.

Confira informações extraídas dos sites CNN, BBC, Agência Brasil e Viver Bem, que entrevistaram especialistas sobre o assunto.

Mas, afinal, como é calculada a taxa global de eficácia de uma vacina?

Imagine que 10 mil voluntários estão participando da fase de testes clínicos de um imunizante. Cinco mil recebem a vacina e cinco mil recebem o placebo – geralmente, o estudo é dividido em grupos iguais -, totalizando 10 mil voluntários.

A partir daí, são coletados os dados de quem ficou doente. Às vezes, o estudo inclui dados de pessoas que não só adoeceram, mas tiveram o caso moderado, grave ou até perderam a vida pela doença.

Voltando para o exemplo: daquelas 5 mil pessoas que tomaram a vacina, suponhamos que 130 ficaram doentes (de forma leve, moderada, grave ou vieram a óbito). No caso de quem recebeu o placebo, 470 ficaram doentes. Portanto, a taxa de incidência da doença nas pessoas que receberam o imunizante foi de 2,6%, e naquelas que receberam o placebo de 9,4%.

Para medir, finalmente, a eficácia da vacina, é preciso comparar a incidência entre quem recebeu a vacina e quem recebeu o placebo. A conta é: 1 – 0,026 dividido por 0,094 = 0,72. Portanto, a taxa de eficácia do imunizante em questão é de 72%. )

Importância da vacinação

Em entrevista à CNN, a infectologista Denise Garret explicou que, quanto menor for a taxa de eficácia global de uma vacina, mais pessoas vão precisar ser vacinadas para atingir a imunidade de rebanho.

“Se eu tenho uma eficácia de 95%, posso vacinar 50% da população para atingir a tal da imunidade coletiva e, assim, poder parar a transmissão do vírus. Se eu tenho uma vacina de 50% de eficácia, eu preciso vacinar quase 100% da população para parar a transmissão do vírus”, explicou.


Fontes: CNN, BBC News, Site Viver Bem, Agência Brasil
Foto: Dreamstime