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Notícias sobre a Covid-19: não caia em fake news

  Dando continuidade ao projeto de conscientização do público em relação às notícias sobre a pandemia, o Comitê Estratégico de […]

21 de agosto de 2020 - Atualizado em 25 de fevereiro de 2021

 

Dando continuidade ao projeto de conscientização do público em relação às notícias sobre a pandemia, o Comitê Estratégico de Comunicação (COMEC) destacou mais uma série de notícias falsas que têm se espalhado nas redes sociais pelo Brasil.

O objetivo desta ação é fazer, com base em dados científicos e números oficiais, com que os cuidados continuem sendo tomados e não haja um relaxamento por parte da população.


É falsa a informação de que mortes de infectados pelo novo coronavírus sempre têm Covid-19 como causa do óbito. Uma publicação tem sido compartilhada com a informação, dizendo que a doença era atribuída como causa da morte mesmo em casos de acidente de trânsito ou infarto.

O material ainda afirma que, esse ano, não houve aumento na quantidade de mortes em relação ao mesmo período em 2019.

A primeira mentira é facilmente identificada por causa de um documento do Ministério da Saúde, chamado “Orientações para codificações das causas de morte no contexto da Covid-19”. A nota técnica determina expressamente que casos em que a presença do vírus é detectada mas não ocasiona a morte, não devem ser considerados como óbitos pelo novo coronavírus das estatísticas oficiais.

Além disso, de acordo com o Portal da Transparência do Registro Civil (informações coletadas em 20 de agosto de 2020), a soma dos óbitos totais nos meses de março, abril, maio e junho de 2019 foi 414.707, contra 479.460 registrados no mesmo período deste ano.

Como já mencionamos nessa coluna e vários veículos de comunicação pelo país já noticiaram, os números oficiais tendem a aumentar porque os cartórios podem levar até duas semanas para registrar um óbito, devido aos prazos legais.

Para conferir a investigação completa, acesse: Agência Lupa / Foto: Agência Lupa


Termômetro infravermelho não causa danos à glândula pineal, como afirmam publicações que estão rodando pelas redes sociais.

Na verdade, são várias informações enganosas, como as afirmações que a medição da temperatura no pulso é “mais precisa” e que a glândula pineal fica “no centro da testa”, o que não é verdade; e que ela “influencia o desenvolvimento sexual” e tem “atividade antioxidante”, tópicos sobre os quais não há consenso na ciência.

Uma das explicações é que o termômetro não emite raios infravermelhos. Na verdade, ele capta radiação infravermelha emitida pelo próprio corpo humano.

“Todo corpo naturalmente emite radiação eletromagnética na região do infravermelho. A intensidade da radiação emitida está relacionada à temperatura do corpo. O termômetro de infravermelho mede a intensidade da radiação de infravermelho emitida pela superfície de um corpo para inferir sobre a temperatura desse corpo”, disse à Aos Fatos o professor Fabiano Bernardi, do Instituto de Física da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Para conferir a investigação completa sobre as demais afirmações da notícia enganosa e os links de referência, acesse: Aos Fatos


O conteúdo que o Comitê Estratégico de Comunicação (COMEC) passou a publicar periodicamente é baseado em estudos de instituições de ensino reconhecidas internacionalmente, agências checagem de fatos (registradas pelo International Fact-Checking Network) e veículos tradicionais de imprensa que apresentem as fontes das informações transmitidas.

Além dos valores da Postal Saúde (qualidade de serviços; compromisso e respeito com os Beneficiários; ética e transparência nos negócios e responsabilidade pelos resultados), também existem os princípios jornalísticos e o compromisso com a verdade, valorizando as fontes oficiais e orientando a população da melhor forma para o exercício da sua cidadania.