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Saúde Mental | Autoestima baixa? 6 dicas infalíveis de uma psicóloga para acabar com o problema

Saiba como pensamentos e crenças que temos sobre nós mesmos podem interferir em nossa saúde emocional e física

25 de novembro de 2021 - Atualizado em 26 de novembro de 2021

Confira o artigo escrito pela psicóloga Michele Rodrigues, da Amparo Saúde:

Os pensamentos e crenças que cultivamos sobre nós mesmos é o que chamamos de autoestima e podem interferir diretamente na nossa saúde emocional e física.

Essa autopercepção que temos do nosso interior e da nossa autoimagem é construída ao longo de toda a nossa vida e está em constante mudança, o que significa dizer que nossa autoestima não é imutável, mas sim, totalmente moldada por influências internas e externas.

É exatamente a autopercepção que irá definir nossos relacionamentos, nossa forma de ver e encarar vida e até a forma como lidaremos com as adversidades.

Assim, podemos afirmar que a autoestima vai muito além da parte estética! Também tem a ver com nossos padrões de comportamentos, pensamentos e emoções.

 O que significa ter uma autoestima saudável?

Ter uma auto percepção saudável implica em valorizarmos, respeitarmos e aceitarmos aquilo que enxergamos sobre nós mesmos. É termos uma consciência sadia e sólida da nossa identidade, capacidade e merecimento.

A baixa autoestima é o extremo oposto, ou seja, passamos a não acreditar em nossa capacidade e potencial, nos sentimos inadequados, inferiores, insuficientes e  não conseguimos nos amar.

Como consequência, muitas vezes, entramos e até permanecemos em relacionamentos abusivos porque desenvolvemos uma dependência emocional de outra pessoa. A má notícia é que, na maioria das vezes, não nos damos conta.

Esses pensamentos e crenças sobre nós mesmos, quando negativos e destrutivos, trazem uma dimensão tóxica para a nossa vida, desequilibra nossas emoções e, inclusive, há estudos que indicam que a baixa autoestima pode resultar na diminuição do sistema imunológico.

Ou seja, a baixa autoestima afeta a nossa saúde física, aumentando o risco de desenvolvermos doenças cardiovasculares, respiratórias e gastrointestinais.

Mas, felizmente, como já dissemos, a nossa autoestima é mutável. Se identificarmos que ela não está saudável, podemos reverter esse quadro.

Dicas para ter uma autoestima forte:

1 – Se conheça

Autoconhecimento é a chave para construir uma auto estima e auto imagem sólidas. Descubra as coisas que gosta e que não gosta, o que te gera prazer e o que te incomoda. Esse é o primeiro passo porque, assim, você terá, pelo menos, um material ou um norte para trabalhar.

Não vamos mentir para você: esse processo é longo e você precisa ser muito franca ou franco consigo mesmo. Além disso, é um processo contínuo que, provavelmente, não terá fim.

Um instrumento bastante útil para reconhecer as nossas emoções e praticar auto conhecimento é o Diário de Emoções. Com ele, você conseguirá analisar aquilo que te faz mal para ter mais qualidade de vida e saúde mental.

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 2- Aceite quem você é

Depois de começar a se autoconhecer você vai identificar quais são as suas qualidades e imperfeições e, tão importante quanto, você vai identificar se você as considera assim ou são outras pessoas que as consideram. Essa distinção é fundamental!

Depois disso, reflita se você quer ou consegue mudar as imperfeições ou se você prefere conviver com elas. Não há nada de errado em conviver com elas se elas não prejudicam a sua saúde mental e relacionamentos interpessoais. Sabemos que não é fácil, mas acredite: aceitar suas imperfeições é libertador!

3-  Aprenda a reconhecer seus limites e diga não quando necessário

Uma consequência do processo de autoconhecimento é reconhecer e aceitar as suas limitações. Se você conseguir chegar a essa fase já é uma vitória, pois não é uma jornada fácil nem indolor.

Após reconhecê-las, vem a parte mais difícil: identificar: porque você tem dificuldade em dizer não. Será que você está preocupado demais com a aprovação dos outros? Reflita sobre isso.

4- Respeite a sua essência

Depois de reconhecer e aceitar as suas imperfeições e limitações e como aprendizado do “dizer não”, você vai começar a trabalhar para que as suas decisões sejam pautadas naquilo que você acha certo, concorda e gosta. O sentimento de fazer algo que vai contra o que você acredita é muito ruim e pode minar a sua auto estima.

Não estamos dizendo que você deve ser uma pessoa teimosa, mas deve sempre pensar com base no que você quer, tentando tomar decisões conscientes ao máximo.

5- Cultive bons relacionamentos

Bons relacionamentos nos ajudam a levar a vida com mais leveza e fazem com que a gente se sinta amparado e querido. Dê sempre prioridade para pessoas que agregam coisas boas na sua vida e não para aquelas pessoas que querem sugar a sua energia.

Isso não quer dizer que devemos nos relacionar com pessoas perfeitas! (até porque elas não existem). Quer dizer que, aceitando as imperfeições dos outros e entendendo que elas são parte essencial de todos os seres humanos, aprendemos a aceitar as nossas imperfeições.

Já dizia aquela música dos Titãs “Devia ter aceitado as pessoas como elas são…”

6- Cuide do seu corpo: Saúde mental e física caminham lado a lado

O seu corpo é a sua casa e você vai ter que conviver com ele pelo resto da vida. Por isso, seja legal com ele! Se cuide e faça exercícios porque ama o seu corpo, não porque odeia.

Agora que você já sabe o quão importante é para a nossa saúde emocional termos uma autoestima saudável, te convido a ser a sua melhor versão. Com certeza, assim, suas emoções estarão mais protegidas.


Fonte: Amparo Saúde
Fotos: Dreanstime