Setembro Amarelo: um gesto pode mudar tudo

Setembro é o mês dedicado à valorização da vida e à conscientização sobre a importância dos cuidados com a saúde mental. A campanha é também um convite para olhar com mais atenção para as emoções, fortalecer os vínculos e principalmente, lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho momentos de sofrimento emocional. 
 
Os casos de depressão, ansiedade e comportamento suicida representam importantes questões de saúde pública e exigem atenção, acolhimento e acesso ao cuidado adequado. Diferentes fatores podem contribuir para o sofrimento emocional, como estresse, sobrecarga, dificuldades financeiras, desigualdades sociais, mudanças nas relações interpessoais e situações de vulnerabilidade. 
 
Com o crescimento do uso das redes sociais, também cresceu o debate sobre os impactos do uso excessivo desses ambientes na saúde mental. A exposição frequente a conteúdos, comparações, cobranças e estímulos pode influenciar a forma como as pessoas percebem a si mesmas e se relacionam com o mundo. Por isso, o uso consciente da tecnologia e o equilíbrio na rotina também fazem parte dos cuidados com a saúde mental. 
 
Entre adolescentes e jovens, situações de ansiedade, insegurança, conflitos pessoais e sentimentos de inadequação podem ser desafiadoras. A comparação com outras pessoas, muitas vezes potencializada pelas redes sociais, pode contribuir para esse processo. Mudanças persistentes de comportamento, isolamento, irritabilidade, queda no rendimento escolar ou falas relacionadas à desesperança merecem atenção. Nesses momentos, a presença e o acolhimento de pais, familiares, responsáveis e pessoas de confiança podem fazer a diferença. 
 
Conscientização e acolhimento
 A história que deu origem ao símbolo da fita amarela está relacionada a Mike Emme, um jovem norte-americano de 17 anos que morreu por suicídio em setembro de 1994. Mike era conhecido por sua habilidade em mecânica e por seu Mustang amarelo, que havia restaurado e pintado. 
 
Após sua morte, familiares e amigos distribuíram cartões com fitas amarelas, incentivando pessoas que estivessem passando por momentos difíceis a conversar e buscar ajuda. O gesto ganhou repercussão e, posteriormente, tornou-se uma referência para movimentos de prevenção ao suicídio em diferentes países. 
 
No Brasil, o Setembro Amarelo ganhou força a partir de 2015, com a mobilização do Centro de Valorização da Vida (CVV), da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), ampliando o diálogo sobre prevenção, saúde mental e valorização da vida. 
O Setembro Amarelo reforça uma mensagem essencial: falar sobre sofrimento emocional, ouvir sem julgamentos e orientar para a busca de ajuda são atitudes que podem contribuir para salvar vidas. 
 
Suporte emocional
 O cuidado com a saúde mental deve ser individualizado e realizado com o acompanhamento de profissionais capacitados. Psicólogos e psiquiatras podem atuar de forma integrada na avaliação e no tratamento de quadros como ansiedade, depressão e outros transtornos mentais. Em situações de vulnerabilidade social, a assistência social também pode ser importante para ampliar a rede de apoio e o acesso aos recursos necessários. 
 
Além do acompanhamento profissional, atitudes simples, como escutar com atenção, demonstrar empatia e estar presente, podem representar um importante suporte para quem enfrenta um momento de sofrimento. 
 
A Postal Saúde está junto com você no cuidado com a saúde mental. Em nossas clínicas de Atenção Primária à Saúde (APS), são oferecidos atendimentos com psicólogos, além de atividades integrativas, como ioga, meditação e massoterapia. Uma alternativa é o atendimento por telemedicina, que possibilita o acompanhamento com profissionais qualificados sem a necessidade de sair de casa. Além dessas opções, a Operadora conta com uma ampla rede credenciada para atender seus beneficiários em diferentes regiões do Brasil. 
 
Saiba como acolher
Quando alguém demonstra sinais de sofrimento intenso ou fala sobre pensamentos relacionados à morte ou ao suicídio, é importante acolher essa pessoa com respeito, atenção e sem julgamentos. O primeiro passo é estar presente e demonstrar disponibilidade para ouvir. Um diálogo aberto e acolhedor pode ajudar a pessoa a se sentir segura para falar sobre o que está vivendo.
 
Perguntar diretamente como ela está e se tem pensado em tirar a própria vida não aumenta o risco de suicídio, ao contrário, pode abrir espaço para uma conversa importante e para que ela consiga buscar ajuda. 
 
Ao identificar uma situação de risco, é fundamental procurar apoio profissional e não deixar a pessoa sozinha. Familiares, amigos e pessoas de confiança também podem contribuir para aproximá-la de uma rede de cuidado. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia, todos os dias da semana. Em uma situação de emergência ou risco imediato, procure um serviço de urgência e emergência ou acione o SAMU pelo telefone 192
 
E por último, mas não menos importante: mantenha-se presente. Não minimize a dor de quem está sofrendo e não deixe essa pessoa enfrentar o momento sozinha. Às vezes, um gesto de acolhimento, uma conversa ou simplesmente a disposição para ouvir pode ser o primeiro passo para que alguém encontre forças para buscar ajuda. 
 
A Postal Saúde é a favor da vida. Cada vida importa. Abrace esta causa você também! 

        
*Este conteúdo faz parte do calendário de promoção e prevenção de saúde da Operadora.

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