Falar sobre saúde sexual é falar também sobre qualidade de vida, pois é um cuidado que não se restringe apenas aos aspectos físicos. Inclui o bem-estar emocional e social, o respeito à autonomia e à liberdade de escolha, o acesso à informação e aos serviços de saúde, além da prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), da gravidez não planejada e de situações de violência e discriminação.
Para ampliar o diálogo sobre esses assuntos, o Dia Mundial da Saúde Sexual é celebrado em 4 de setembro. A data foi lançada em 2010 pela Associação Mundial para a Saúde Sexual (World Association for Sexual Health – WAS), durante a presidência da australiana Rosemary Coates, com o objetivo de mobilizar a sociedade em torno da saúde e do bem-estar sexual e de mostrar a relação entre saúde sexual e direitos humanos.
Saúde sexual é um direito de todos
Em 2026, a WAS definiu como tema da campanha global “Every Body”, expressão que pode ser traduzida como “Todos os corpos”. A escolha chama a atenção para o fato de que toda pessoa possui um corpo e que as experiências relacionadas à saúde sexual não dependem apenas de características individuais, mas também das condições sociais, culturais, econômicas e estruturais que cercam cada indivíduo.
A campanha reforça que saúde, direitos, justiça e prazer sexual devem estar ao alcance de todas as pessoas, sem exceção. O tema também convida à reflexão sobre autonomia, respeito, educação, acesso aos serviços de saúde e combate às desigualdades que podem interferir na vivência da sexualidade.
A proposta da campanha está organizada em quatro pilares:
1. Nossos corpos e nós mesmos: O primeiro pilar propõe uma relação de conhecimento, cuidado e respeito com o próprio corpo. Isso inclui compreender os próprios limites, reconhecer desejos e necessidades e exercer autonomia sobre as decisões relacionadas à sexualidade.
2. Nossos corpos em relação: A saúde sexual também é construída nas relações com outras pessoas. Respeito, diálogo, liberdade e consentimento são fundamentais para relações saudáveis e livres de ameaças, intimidações, violência e discriminação.
3. Nossos corpos e o sistema ao redor: Ter saúde sexual também significa ter acesso à educação, à informação confiável e a serviços de saúde adequados. O atendimento deve ser realizado de forma acolhedora, respeitosa e sem preconceitos, garantindo que cada pessoa possa buscar orientação e cuidado quando precisar.
4. Nossos corpos e a política da sexualidade: O último pilar amplia a discussão para os direitos e a justiça sexual, destacando a importância de políticas e estruturas que assegurem dignidade, igualdade, proteção e acesso à saúde para todas as pessoas.
Informação e prevenção como formas de cuidado
Manter a saúde sexual em dia requer atitudes de prevenção e acompanhamento. Entre os cuidados importantes estão:
- Usar preservativo (interno ou externo) nas relações sexuais é uma das principais formas de prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e também da gravidez não planejada;
- Manter a vacinação em dia, especialmente contra o HPV e a hepatite B, conforme as recomendações médicas;
- Realizar testes para ISTs, principalmente quando houver indicação ou situação de exposição;
- Fazer consultas e exames de rotina, de acordo com a idade, o histórico de saúde e a orientação médica;
- Buscar informações sobre métodos contraceptivos;
- Conversar com profissionais de saúde sempre que houver dúvidas, sintomas ou situações de risco;
- Respeitar o consentimento e os limites durante as relações.
A prevenção das ISTs também pode envolver diferentes cuidados, definidos de acordo com as necessidades de cada pessoa. Por isso, a orientação do profissional de saúde é importante para identificar quais cuidados são mais adequados para a situação apresentada por cada paciente.
Cuide da sua saúde o ano todo! Agende suas consultas e exames preventivos e conte com a Postal Saúde para cuidar de você e da sua família.
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