


Esquecer ocasionalmente onde colocou as chaves ou ter dificuldade para lembrar uma palavra pode acontecer com qualquer pessoa. O sinal de alerta surge quando os esquecimentos passam a ser frequentes, interferem na rotina e vêm acompanhados de outras mudanças no comportamento, na comunicação ou na capacidade de realizar atividades que antes eram habituais.
É justamente essa diferença que o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro e instituído pela Lei nº 11.736/2008, busca destacar: alterações persistentes de memória e de outras funções cognitivas não devem ser simplesmente atribuídas à idade.
A Doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória, mas também pode comprometer linguagem, raciocínio, orientação e capacidade de realizar atividades do cotidiano. A doença é a causa mais frequente de demência.
Quais sinais merecem atenção?
Um dos primeiros sinais mais característicos é a dificuldade para guardar informações recentes. Mas o Alzheimer não se resume a esquecer nomes ou compromissos. Alguns sinais que justificam uma avaliação profissional são:
Esses sinais não significam, sozinhos, que uma pessoa tenha Alzheimer. Alterações de memória e comportamento podem ter outras causas, algumas delas tratáveis, como determinados medicamentos, depressão, deficiência de vitamina B12 e alterações da tireoide. Por isso, a avaliação profissional é fundamental.
É possível prevenir o Alzheimer?
Não existe, atualmente, uma forma de garantir que uma pessoa não desenvolverá Alzheimer. Idade e histórico familiar, por exemplo, são fatores que não podem ser modificados.
Por outro lado, as evidências mostram que é possível reduzir o risco de declínio cognitivo e de demência ao longo da vida. A Organização Mundial da Saúde aponta que fatores modificáveis estão relacionados a uma parcela importante desse risco. Entre eles estão sedentarismo, tabagismo, consumo prejudicial de álcool, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, isolamento social, perda auditiva e visual e traumatismos cranianos.
Na prática, cuidar do cérebro também significa cuidar do restante do organismo.
O que pode fazer diferença?
1. Mantenha o corpo em movimento
Pratique atividade física regularmente. A recomendação apresentada pelo Ministério da Saúde para redução do risco inclui pelo menos 150 minutos de atividade física por semana. Caminhada, natação, dança, bicicleta e outras atividades adequadas à condição de cada pessoa são opções.
2. Controle pressão, glicemia e colesterol
Hipertensão, diabetes e colesterol elevado estão entre os fatores relacionados ao risco de demência. Acompanhar esses indicadores e seguir o tratamento prescrito é uma forma de proteger a saúde cardiovascular e cerebral.
3. Não fume e evite o consumo prejudicial de álcool
O tabagismo e o consumo excessivo de álcool estão associados a maior risco de declínio cognitivo e demência.
4. Exercite também o cérebro
Ler, estudar, aprender uma nova habilidade, resolver problemas, manter atividades intelectuais e participar de atividades sociais são formas de manter a estimulação cognitiva ao longo da vida.
5. Preserve sua vida social
Manter contato com familiares, amigos e grupos de convivência também faz parte dos cuidados com a saúde cerebral. O isolamento social está entre os fatores associados ao risco de demência.
6. Cuide da audição e da visão
Dificuldades para ouvir ou enxergar não devem ser ignoradas. A perda auditiva e visão está entre os fatores modificáveis associados ao risco de demência, e a OMS recomenda atenção a essas condições.
7. Tenha uma alimentação equilibrada e cuide do peso
Uma alimentação saudável, aliada ao controle do peso e dos fatores de risco cardiovasculares, contribui para a saúde geral e está entre as medidas recomendadas para reduzir o risco de declínio cognitivo.
Quando procurar ajuda?
Não é necessário esperar que os esquecimentos se tornem graves. Se as alterações de memória, linguagem, orientação ou comportamento forem frequentes e começarem a atrapalhar a rotina, procure avaliação de um profissional de saúde.
O diagnóstico não é feito apenas por um exame. A investigação considera o histórico da pessoa, avaliação clínica e cognitiva e, quando necessário, exames complementares para identificar a causa dos sintomas. Isso é importante porque nem toda alteração cognitiva é causada pelo Alzheimer e algumas condições podem ser tratadas.
Informação também é uma forma de cuidado
O Alzheimer afeta não apenas quem recebe o diagnóstico, mas também familiares e cuidadores. Conhecer os sinais, evitar o estigma e buscar orientação profissional diante das primeiras mudanças ajuda a organizar o cuidado e a preservar, pelo maior tempo possível, a autonomia e a qualidade de vida.
A Postal Saúde reforça a importância de cuidar da saúde do cérebro em todas as fases da vida, conhecer os sinais de alerta e não normalizar mudanças cognitivas que interferem no dia a dia.
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)
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* Este conteúdo faz parte do calendário de promoção e prevenção de saúde da Operadora
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