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Notícias sobre a Covid-19: não caia em fake news

Dando continuidade ao projeto de conscientização do público em relação às notícias sobre a pandemia, o Comitê Estratégico de Comunicação […]

4 de maio de 2020 - Atualizado em 26 de fevereiro de 2021

Dando continuidade ao projeto de conscientização do público em relação às notícias sobre a pandemia, o Comitê Estratégico de Comunicação (COMEC) destacou mais uma série de notícias falsas que têm se espalhado nas redes sociais pelo Brasil.

O objetivo desta ação é fazer, com base em dados científicos e números oficiais, com que os cuidados continuem sendo tomados e não haja um relaxamento por parte da população, maior responsável pelas medidas de sucesso alcançadas até agora.


Várias publicações nas últimas semanas trouxeram a falsa informação que caixões vazios têm sido enterrados com o objetivo de inflar os números de mortes relacionadas ao novo coronavírus.

Na mensagem que menciona supostos enterros em Manaus-AM, a foto utilizada foi tirada em 2017, em São Carlos-SP, quando a polícia descobriu um golpe de fraude a seguros.

Outro caso citando a capital amazonense traz a foto de um enterro realizado por profissionais vestidos com roupas especiais. O texto diz que o caixão está vazio, mas isso é mentira. O enterro foi da dona de casa Esther Melo da Silva, 67 anos, vítima de Covid-19, em Manaus-AM. A equipe de investigação da Agência Lupa entrevistou o genro da vítima, que classificou a publicação como mentirosa e desrespeitosa.

Materiais similares foram divulgados alegando abertura de covas para caixões vazios em Marabá-PA e caixões cheios de pedras em Belo Horizonte-MG.

O conteúdo completo das investigações pode ser conferido em:

Amazonas: Aos Fatos | Agência Lupa | G1 – Fato ou Fake

Pará: Agência Lupa

Minas Gerais: Agência Lupa | G1 – Fato ou Fake


 

É falsa a informação que o Hospital de Campanha do Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, está com os leitos desocupados.

Primeiro, o hospital de campanha do complexo do Ibirapuera não fica no Ginásio e, sim, no gramado do Estádio Olímpico do complexo. Ele foi entregue no dia 29 de abril e começou a receber pacientes no dia 1º de maio. No dia da publicação, 18 de abril, ele sequer estava pronto.

A foto utilizada, na verdade, é de um hospital de campanha na cidade de Santo André-SP. Ela também foi utilizada em outra publicação falsa, que alegava que o estabelecimento estava vazio.

A unidade foi inaugurada em 15 de abril e recebeu seus primeiros pacientes dois dias depois. Na data da publicação, 18 de abril, o local contava com três pessoas infectadas com o coronavírus internadas.

No dia da publicação da coluna Fato ou Fake, do G1 (levantamento mais recente entre as agências de checagem), havia 55 pessoas internadas, sendo 50 em leitos de clínica médica e 5 em terapia intensiva. A capacidade total é de 180 leitos (160 para baixa e média complexidade, 20 para UTI).

O conteúdo completo das investigações pode ser conferido em: Agência Lupa | G1 – Fato ou Fake


 

É falsa a informação que o governador da Bahia, Rui Costa, pediu para a prefeita de Porto Seguro, Cláudia Oliveira, inventar 200 casos de Covid-19 para receber dinheiro do governo federal.

A publicação diz que a filmagem foi feita sem o conhecimento do governador, que teria feito a solicitação. Na verdade, ele não apenas sabia que estava sendo gravado, como também estava em reunião com prefeitos na mesma videoconferência, como dos municípios de Belmonte, Eunápolis, Itabela, Itapebi, Santa Cruz Cabrália, Itamarajú, Medeiros Neto, Prado e Teixeira de Freitas.

No trecho destacado, Rui Costa estima a ocupação dos leitos de UTI de acordo com a quantidade de pacientes com coronavírus não recuperados. “Você precisa num momento o que a gente está chamando de ativo (…) então para ocupar dez leitos de UTI, precisavam ter 200 pessoas simultaneamente ativos com a doença”, afirma.

Em outro trecho, ele cita o número novamente ao falar que a quantidade de leitos de Porto Seguro pode não ser suficiente para atender à demanda em caso de não cumprimento das medidas de distanciamento social.

“Se houver um relaxamento, todo mundo for para a rua e sair contaminando todo mundo, nem que tenha 200 leitos aí vai dar conta”.

O conteúdo completo das investigações pode ser conferido em: Agência Lupa | G1 – Fato ou Fake | Aos Fatos | Boatos.org | Bahia Notícias


Foto: Divulgação

Tasuku Honjo, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina, não disse que o coronavírus foi criado por laboratórios chineses. A mentira envolvendo o imunologista japonês viralizou nas redes sociais na semana passada.

A mensagem falsa está sendo enviada por todo o mundo, tanto em português quanto em inglês, francês, espanhol e hindi, e ganhou popularidade mesmo depois de ter sido desmentida. Agências de checagem estrangeiras já haviam alertado há pelo menos uma semana.

Já no dia 27 de abril, a Universidade de Kyoto, onde ele é professor ilustre e vice-diretor-geral, emitiu uma nota oficial em que rechaça veementemente as informações atribuídas a Honjo.

O conteúdo completo das investigações pode ser conferido em: Aos Fatos | G1 – Fato ou Fake


O conteúdo que o Comitê Estratégico de Comunicação (COMEC) passou a publicar periodicamente é baseado em estudos de instituições de ensino reconhecidas internacionalmente, agências checagem de fatos (registradas pelo International Fact-Checking Network) e veículos tradicionais de imprensa que apresentem as fontes das informações transmitidas.

Além dos valores da Postal Saúde (qualidade de serviços; compromisso e respeito com os Beneficiários; ética e transparência nos negócios e responsabilidade pelos resultados), também existem os princípios jornalísticos e o compromisso com a verdade, valorizando as fontes oficiais e orientando a população da melhor forma para o exercício da sua cidadania.