Toda criança tem direito à proteção, à saúde, à educação e a uma infância que lhe proporcione a oportunidade de se desenvolver com segurança, vivendo essa fase cercada por brincadeiras, afeto e aprendizado. No entanto, infelizmente, essa não é a realidade de todas as crianças e adolescentes. Muitas delas estão inseridas em ambientes vulneráveis que ameaçam sua integridade física e mental.
Para dar ainda mais destaque a esse tema sensível, porém extremamente necessário, foi instituída, por meio da Lei Federal nº 14.432, de agosto de 2022, a campanha Maio Laranja, com foco no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Crianças e adolescentes em contextos vulneráveis têm seu bem-estar e a oportunidade de um crescimento saudável comprometidos. Diversos municípios em todo o território nacional participam da iniciativa, com o objetivo de ampliar a disseminação de informações, promovendo ações educativas e reforçando a importância de cuidar e proteger a infância.
Nesse contexto, é importante ressaltar os fatores de risco que os colocam em situações de vulnerabilidade, tais como gênero, raça/etnia, orientação sexual, classe econômica, local de moradia (urbano ou rural) e fatores relacionais. A criança ou o adolescente que cresce em um ambiente cercado por medo e apreensão, inserido em uma rotina que viola seu direito ao lazer, por exemplo, pode ter sua saúde mental afetada, desenvolvendo sintomas como ansiedade, depressão, crises de choro frequentes, irritabilidade, traumas, dificuldades no aprendizado escolar e nas interações sociais.
Você sabe o que significa exploração sexual e abuso sexual?
O abuso sexual é caracterizado por toda e qualquer ação que utilize a criança ou o adolescente para satisfação sexual ou para a prática de atos libidinosos, seja de forma presencial ou por meios virtuais, expondo-os a estímulos de natureza sexual.
Já a exploração sexual configura-se como a utilização da criança ou do adolescente como objeto de troca ou fonte de lucro, com a finalidade de obtenção de vantagem financeira a partir do ato sexual, seja presencialmente ou no ambiente virtual.
O papel dos pais e responsáveis é estar atento ao dia a dia das crianças e adolescentes, observando qualquer mudança de comportamento, fortalecendo os laços familiares e monitorando o acesso à internet. É fundamental acompanhar e manter o cuidado constante nos momentos de lazer, em atendimentos médicos e em quaisquer espaços que possam representar riscos à vida e ao bem-estar. Além de questionar como foi o dia, escutar com atenção as queixas, dar crédito e identificar a raiz do problema, quando apresentado.
As fases da infância e da adolescência são únicas e não se repetem. Todo cuidado e afeto investidos ao longo desse período resultarão em melhor qualidade de vida e contribuirão para a mitigação dos casos de abuso e exploração infantil.
Unidos em um único objetivo
É essencial que todos abracem essa causa, não apenas nos núcleos familiares, mas também educadores, sociedade civil, instituições religiosas, universidades, imprensa, setores públicos e privados. O Estado e toda a sociedade brasileira podem e devem fazer parte dessa construção conjunta.
Mobilizações em ruas e praças, campanhas nas redes sociais, ações educativas nas escolas, palestras e debates são iniciativas que fortalecem o compromisso no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes, tornando essa luta cada vez mais forte e bem-sucedida.
Exemplo disso é a mobilização realizada de 18 a 21 de maio, em Brasília/DF, com a realização do III Congresso Brasileiro de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes,
organizado pela Comissão Intersetorial de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. O evento conta com o apoio do Governo Federal, do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Rede Ecpat Brasil, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Childhood Brasil, do Unicef e da Coalizão Brasileira pelo Fim das Violências contra Crianças e Adolescentes.
Símbolo da campanha
A flor amarela e laranja simboliza a ação e remete aos primeiros rabiscos feitos na infância, representando também a fragilidade e a necessidade de cuidado com crianças e adolescentes. Suas cores vibrantes chamam a atenção da sociedade para um tema relevante e urgente, e carregam o slogan “Faça Bonito“.
Como operadora de saúde, prezamos por uma vida digna em todas as fases, especialmente na infância e na adolescência, períodos em que é fundamental garantir qualidade de vida, memórias saudáveis e ambientes familiares e sociais seguros e respeitosos.
Casos de violência contra crianças e adolescentes devem ser denunciados. Não se cale, disque 100.
*Este conteúdo faz parte do calendário de promoção e prevenção de saúde da Operadora
Postal Saúde. Sua vida, nossa existência.