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Fake news sobre o coronavírus têm se espalhado pelo mundo

As notícias falsas sobre a pandemia do novo coronavírus têm se espalhado rapidamente nos últimos meses. Por isso, é importante esclarecer o que é verdade e o que é mentira, para que os cuidados sejam tomados da forma mais adequada e ajudem, de fato, a conter a disseminação do vírus.

Como sabemos, nem todos possuem ferramentas ou tempo disponíveis para verificar todas as informações que recebem diariamente, o que facilita a difusão de conteúdos falsos. Por isso, resolvemos checar algumas das publicações compartilhadas em redes sociais que acabam gerando desinformação, além de disponibilizar as devidas explicações nos meios de comunicação da Operadora de forma regular. Confira!

Em um vídeo amplamente divulgado na última semana, uma mulher afirma que a água tônica contém propriedades que previnem o contágio pelo novo coronavírus. A informação, no entanto, é falsa.

A quinina não é a mesma substância que a cloroquina e a hidroxicloroquina. Embora as três substâncias sejam eficazes no combate à malária, elas são moléculas diferentes entre si. As duas últimas estão sendo testadas, assim como outros medicamentos, no tratamento da Covid-19, porém, não há qualquer estudo que sugira que a quinina tenha algum efeito sobre a doença.

No mundo todo, diversos estudos sobre a eficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 estão sendo realizados – assim como vários outros medicamentos. Porém, ainda não existe um consenso sobre a eficácia e a segurança dessas substâncias no tratamento da doença.

O conteúdo completo da investigação da Agência Lupa pode ser conferido em: https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2020/04/15/qui…


São várias mentiras nesta mensagem. Primeiro, não existe um “Virology Center” de Moscou, na Rússia. Além disso, o próprio estudo não existe. Especialistas afirmam que não há evidências de que hábitos alimentares tenham algum efeito positivo no combate à Covid-19.

Os índices apontados pela mensagem também estão errados. A escala do pH, que mede quão ácida ou básica é a substância, varia de 0 a 14 (o pH 7 é neutro, abaixo disso é ácido e acima, básico). Ou seja, é impossível que um alimento tenha pH de 15,6, como apontado para o abacate.

Há ainda erros nos valores do limão (que varia de 2 a 2,6), da manga (madura, fica entre 3,4 e 4,8), da tangerina (de 3,3 a 4,4), do abacaxi (3,2 a 4) e da laranja (entre 3 e 4,3, a depender da variedade). Já o pH do alho, descrito como de 13,2, é de 5,8. Ou seja, todos os alimentos citados na corrente são considerados ácidos, não alcalinos.

Publicações com a falsa alegação circularam em diversos idiomas e foram checadas por agências do mundo todo: nos Estados Unidos, o Snopes e o Factly publicaram desmentidos sobre o assunto; em países africanos, o Africa Check; na Índia, o The Quint; na Espanha, a Maldito Bulo; na Bolívia, o Bolivia Verifica; e na Argentina, o Chequeado.

O conteúdo completo da investigação da agência Aos Fatos e do site Boatos.org pode ser conferido em: https://aosfatos.org/noticias/alimentos-alcalinos-… e https://www.boatos.org/saude/virology-center-mosco…


A falta de tosse ao prender a respiração por 10 segundos não é suficiente para descartar uma infecção pelo novo coronavírus. Na verdade, uma pessoa com qualquer tipo de pneumonia pode ter tosse e dificuldade respiratória. Apenas um teste de laboratório consegue identificar uma contaminação pelo novo coronavírus.

Entre as informações na mensagem, também é falso que os pacientes com Covid-19 não desenvolvem fibrose pulmonar gradativamente depois do contágio. O epidemiologista Fernando de la Hoz, da Universidade Nacional de Bogotá, afirmou que essa afirmação é incorreta. “[A fibrose] é uma doença pulmonar causada por exposição crônica, às vezes durante anos, a poluentes industriais”, disse. “Em uma infecção aguda como a do coronavírus, não há tempo suficiente para que o paciente desenvolva fibrose. Pode, na verdade, ter uma pneumonia.”

Também é falso que beber água previne a infecção pelo novo coronavírus. Ele atua nas vias respiratórias e nos pulmões, logo, ingerir qualquer líquido não vai impedir que o vírus entre no organismo pelas vias aéreas.

A água também não “lava” o vírus, pois eles ficam dentro das células e, lá, não pode ser atingido.

Esse conteúdo enganoso foi compartilhado em todo o mundo e verificado por 91 plataformas de fact-checking espalhadas por mais de 40 países.

O conteúdo completo da investigação da Agência Lupa pode ser conferido em: https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2020/03/16/ver…


Foto: Agência Aos Fatos

Morte por atropelamento em São Paulo não foi registrada como Covid-19. O homem foi vítima de um acidente na rodovia SP-342, no dia 1º de março, no trecho da estrada em Mogi Guaçu. O município não registrava nenhum caso da doença mesmo um mês depois do acidente, no dia 2 de abril, quando a agência Aos Fatos checou a veracidade da história.

Além disso, o atestado de óbito que consta na imagem compartilhada nas redes sociais é de outra pessoa.

O conteúdo completo da investigação da agência Aos Fatos pode ser conferido em: https://aosfatos.org/noticias/nao-e-verdade-que-mo…


A foto de um paciente supostamente curado da Covid-19 pelo uso de hidroxicloroquina, publicada originalmente pelo site Senso Incomum, é falsa. O registro, na verdade, é de um paciente com enfisema pulmonar internado em 2019 na UTI do hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

A matéria original era da RBS, filiada da TV Globo no estado do Rio Grande do Sul, sobre as vantagens de permitir visitas de familiares a pacientes internados. O conteúdo foi produzido antes de qualquer diagnóstico de coronavírus no mundo.

Também é falsa a informação de que quatro pacientes foram curados pela hidroxicloroquina, uma vez que a sua eficácia ainda não tem nenhuma comprovação científica, como já mencionamos. O uso da droga ainda está em fase de teste em todo o mundo.

O conteúdo completo da investigação da agência Aos Fatos pode ser conferido em: https://aosfatos.org/noticias/bolsonaristas-usam-f…


O conteúdo que o Comitê Estratégico de Comunicação (COMEC) vai passar a publicar periodicamente é baseado em estudos de instituições de ensino reconhecidas internacionalmente, agências checagem de fatos (registradas pelo International Fact-Checking Network) e veículos tradicionais de imprensa que apresentem as fontes das informações transmitidas.

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